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Hepatite C: Fiesp oferece testes gratuitos para detectar a doença, em ação na Avenida Paulista

Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais é marcado por ação que orientou sobre a hepatite C, doença que apenas apresenta sintomas já em estágio avançado

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

No Brasil, a hepatite C é a hepatite viral que mais mata. Um a cada três transplantes de fígado decorre de complicações da doença. Atualmente, mais de 650 mil pessoas convivem com o vírus C da enfermidade e ainda não sabem, já que se trata de uma doença silenciosa que geralmente não apresenta sintomas até que atinja maior gravidade. Pensando em facilitar o acesso ao diagnóstico, a Fiesp realizou, no último domingo (28/7), a ação +Saúde. Durante um dia inteiro de atividades, foram oferecidos mais de 400 testes gratuitos para detectar a presença da enfermidade. A atividade aconteceu na calçada da Fiesp, na Avenida Paulista.

“Hoje é o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. Ter o diagnóstico correto de uma doença aumenta as chances de ter um tratamento bem-sucedido. O +Saúde busca facilitar o acesso a informações e testes que possam ajudar neste diagnóstico e no encaminhamento adequado do paciente”, informa Gabriela Gazola, coordenadora executiva do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia da Fiesp.

Por não apresentar nenhum sintoma clínico, a hepatite C geralmente é diagnosticada com atraso, limitando a possibilidade de cura e tornando o tratamento mais complexo. A doença se manifesta quando se encontra em estágio avançado, quando evolui para cirrose ou câncer.

O professor Carlos Rodrigues estava passando pela calçada da Fiesp quando viu a tenda do +Saúde. Ele fez questão de parar a fim de realizar o teste. O resultado foi conhecido dois minutos depois da coleta. “É importante que ações como esta aconteçam aqui porque esta avenida é muito frequentada, é considerada a praia do paulistano. E boa parte da população não tem acesso a exames laboratoriais para diagnosticar doenças”, diz.

A ação deste domingo foi realizada pela Fiesp em colaboração com o Rotary Club e a Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH).

Eduardo Lima, que é gerente de projetos da ABPH e coordenador da ação Hepatite Zero, alertou que, infelizmente, há uma legião de pessoas que foi contaminada e não sabe. “O contágio pode ter se dado por meio de transfusão sanguínea, compartilhamento de seringas, uso de objetos cortantes como alicate de unhas. A hepatite C tem cura. E nós estamos numa cruzada para identificar as pessoas que têm a doença”, alerta.

Darti Soares, presidente do Rotary Club São Paulo, reforçou a importância de a entidade ser parceira da Fiesp nesta ação. “O diagnóstico precoce da hepatite C é muito importante e é por isso que nós decidimos realizar esta campanha, que é mundial. E estar neste ponto, aqui na avenida Paulista, só fortalece esta ação”, completa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a cada 20 pessoas com a doença apenas uma tenha conhecimento dela. Ao ter contato com qualquer situação de risco, é necessária a realização do exame. A hepatite C pode ser transmitida pelo uso de agulhas compartilhadas e realização de procedimentos como tatuagens, piercings, manicure, além de sexo sem proteção. Qualquer tipo de troca sanguínea, mesmo que mínima, é suficiente para adquirir a doença, que ainda não tem vacina.

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No último domingo (28/7), ação +Saúde teve como foco a hepatite. Foram realizados mais de 400 testes gratuitos para detectar a presença da enfermidade em atividade que aconteceu na calçada da Fiesp, na Avenida Paulista, para mobilizar população no Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. Foto: Karim Kahn/Fiesp