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GT da Fiesp analisa potenciais riscos que vão integrar ‘Guia de Segurança em Edificações’

Grupo de Trabalho debateu riscos em diversos aspectos da construção

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Continuando a análise dos conteúdos que vão integrar um guia de edificação segura, o Grupo de Trabalho (GT) Segurança em Edificações teve mais uma reunião na manhã desta quinta-feira (30/10). O GT foi um dos montados pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nos trabalhos que antecedem o Congresso Brasileiro da Construção (ConstruBusiness), evento marcado para dezembro deste ano.

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Grupo dividiu os cerca de 25 subsistemas da construção em cinco aspectos, sendo eles a divisão estrutural, hidráulica, instalações de gás, elétrica e sistema de prevenção de incêndio. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Conduzida pelo coordenador do grupo, Valdemir Romero, a reunião contou com representantes de sindicatos do setor de construção civil que colaboraram com sugestões para a formulação do documento que deve orientar a sociedade e o poder público sobre os riscos enfrentados por edificações acima de dez anos.

A equipe do Deconcic dividiu os cerca de 25 subsistemas da construção em cinco aspectos, sendo eles a divisão estrutural, hidráulica, instalações de gás, elétrica e sistema de prevenção de incêndio. O principal objetivo desse grupo é pressionar a criação de leis que garantam a periodicidade de inspeções em edifícios com mais de dez anos.

Segundo o coordenador do grupo, a divisão estrutural, que abrange os subsistemas de fundações, pilares, lajes, faixadas, marquises, revestimentos e reservatório de água, enfrenta riscos de segurança quando passa por reformas sem uma orientação técnica adequada.

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Valdemir Romero: “Hoje há um modismo de aproveitar a sacada para fazer outro ambiente e fechar com vidro. Usar muito vidro como parede também faz com que realmente haja uma situação de risco”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“Outro risco grande são as infiltrações e as fissuras que aparecem por deficiências acumuladas ao longo tempo”, completou Romero.

O coordenador também ressaltou um risco eminente à edificação: a tendência de fechamento de sacadas de apartamentos, por exemplo, com folhas de vidro temperado.

“Hoje há um modismo de aproveitar a sacada para fazer outro ambiente e fechar com vidro. Isso dá sobrecarga. Usar muito vidro como parede também faz com que realmente haja uma situação de risco”, alertou.

No subsistema de instalações hidráulicas, Romero mencionou como principal risco a durabilidade dos materiais utilizados. Reformas também podem gerar riscos às instalações se não houver orientação adequada. Outro risco identificado pelo grupo é o surgimento de mofos e fungos ao longo de tempo por falta de atualização do material.

O grupo de trabalho da Fiesp também analisou riscos ao subsistema de instalação de gás em construções com mais de 10 anos como possíveis vazamentos, durabilidade do material, falta de ventilação adequada.


Incêndio

No caso de instalações elétricas, a equipe identificou como principal risco o aumento de carga elétrica em instalações despreparadas.

“O Corpo de Bombeiros de São Paulo nos atestou que a principal causa do incêndio está na instalação inadequada”, disse Romero, ao ressaltar problemas com materiais antigos, que já saíram de uso, como mantas de isolamento de tecido.

Em relação ao subsistema de prevenção contra incêndio, o grupo considerou inicialmente que não há aspectos de risco a serem apontados.

“O sistema é de proteção contra incêndio. É um sistema de combate e não um que cause risco direto à edificação”, esclareceu Romero.

O grupo avaliou, no entanto, a implementação efetiva de sistemas como extintores e o sprinkler, dispositivo que libera água e ajuda no combate aos incêndios.

Os participantes da reunião devem entregar por escrito, dentro de uma semana, suas proposições ao guia. A conclusão do documento deve acontecer em meados de novembro deste ano.

“Temos que definir os pontos de alerta e risco que vão estar no recado que queremos dar sobre a segurança das edificações”, concluiu Romero.