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Governo federal, investidores, indústria e financiadores tratam da construção do trem-bala

Projeto que pretende unir São Paulo e Rio por trilhos e túneis é tema de seminário na Fiesp, nesta quinta-feira (03/09)

Agência Indusnet Fiesp

Os principais agentes envolvidos na construção do trem de alta velocidade – que ligará Campinas/São Paulo ao Rio de Janeiro – se encontrarão, nesta quinta-feira (03/09), na sede da Fiesp, para divulgar aspectos técnicos, econômicos, financeiros e de transferência de tecnologia do projeto de implantação da linha.

O projeto que pretende unir São Paulo e Rio por trilhos e túneis será o tema de encontro que pretende provocar a interação entre governo federal, iniciativa privada, agências de fomento e investidores para debater a concessão, a segurança e a rentabilidade na construção do trem de alta velocidade (TAV).

A ideia é também discutir oportunidades do projeto para a indústria nacional e a apresentação de uma visão de potenciais interessados no TAV Brasil. A linha se estenderá por 518 quilômetros e tem custo estimado de cerca de R$ 68 milhões por quilômetro construído. O gasto total previsto é de R$ 35 bilhões.

“A implantação do trem de alta velocidade é uma iniciativa inovadora, que abre ao Brasil a oportunidade não apenas de oferecer a seus cidadãos uma nova e moderna alternativa de transporte como também à indústria nacional um novo nicho de mercado”, avalia o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, um dos participantes do seminário.

No entendimento de Passos, um dos aspectos mais importantes do projeto é a transferência de tecnologia, que terá impacto muito positivo para as empresas brasileiras, especialmente as que atuam no setor ferroviário.

O seminário contará ainda com a participação de Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).