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Governo de SP não está correto em defender Cesp em detrimento de todos os paulistas, diz Skaf na Globo News

Presidente da Fiesp e do Ciesp participa do programa 'Entre Aspas' da âncora Mônica Waldvogel

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Monica Waldvogel.

A sociedade brasileira vem pagando um preço injusto nos preços de energia, disse o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, ao participar do programa “Entre Aspas”,  exibido ao vivo na noite de terça-feira (11/12) pelo canal de TV paga Globo News.

“Pagou uma vez [referindo-se ao primeiro período de concessão, vencido nos anos 90], pagou uma segunda vez  [no segundo período de concessão, com vencimentos em 2015 e 2017] e queriam que pagasse uma terceira vez”, assinalou Skaf, reforçando que os investimentos já foram amortizados.

Skaf aproveitou para rebater afirmação do ex-presidente do BNDES e ex-ministro no governo FHC Luiz Carlos Mendonça de Barros, para quem a Medida Provisória 579 intervém indevidamente no nível de remuneração das empresas do setor elétrico. “Sou um defensor do lucro, mas quando é justo”, ressaltou Skaf em debate sob a mediação da  jornalista Mônica Waldvogel.

O presidente da Fiesp e do Ciesp criticou ainda o governo estadual por não assinar a adesão ao plano. “O governo de São Paulo não está correto em defender os interesses de uma empresa [Companhia Energética de São Paulo, a Cesp] em detrimento de todos os paulistas e de todos os brasileiros.”

Ao falar do baixo nível de crescimento do país no ano de 2012, Skaf disse que o crescimento do consumo foi insuficiente para impulsionar o Produto Interno Brasileiro (PIB) em função da presença de produtos importados, facilitada pelo Real sobrevalorizado.

“O que atrapalha a margem das empresas é a falta de competitividade do país”, sustentou a liderança, lembrando que algumas das medidas (desonerações, redução do preço de energia) ainda serão implantadas e, por isso, os efeitos ainda não são sentidos.

Skaf disse acreditar em um crescimento econômico da indústria e do PIB ao redor de 2,5% para o ano de 2013.

O vídeo do programa será disponível na página do programa no site da Globo News.