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Governo brasileiro já pagou, em 2013, R$ 213 bilhões em juros, indica Jurômetro da Fiesp

Se os R$ 18 bilhões fossem aplicados em educação, poderia ser usado para construir mais de 18 mil escolas do ensino fundamental

Agência Indusnet Fiesp, com infografia: Alice Assunção (texto) e Caroline Levart (arte)

Na segunda-feira (02/12), o Jurômetro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) indicou que o governo brasileiro pagou, desde o início do ano, 213 bilhões em juros. Exatamente 12 meses antes, o Jurômetro marcava 195 bilhões de juros pagos desde o início de 2012. É uma diferença de 18 bilhões de reais, que poderia comprar mais de 47 milhões de cestas básicas, pagar 26,5 milhões de salários mínimos ou 74 milhões de bolsas-família.

Se os R$ 18 bilhões fossem aplicados em educação, poderia ser usado para construir mais de 18 mil escolas do ensino fundamental, ou equipar mais de 38 mil, ou então arcar com o custo anual de mais de 7 milhões de alunos do ensino fundamental.

Se o dinheiro fosse aplicado em habitação, poderia construir 294 mil casas populares, instalar 8 milhões de ligações de água ou 5 milhões de ligações de esgoto. Se aplicado em infraestrutura, poderia construir 24 aeroportos, no mesmo padrão que o novo aeroporto de Nata (RN), ou mais de 6 mil km de ferrovias, ou 12 mil km de rodovias. É 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) que foi tirado da economia real.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) – em reportagem recente da revista quinzenal Exame, o gasto do Brasil com juros da dívida pública é o terceiro maior do mundo, e corresponde a 5,7% da renda nacional. Só perde para a Grécia, em plena crise financeira, e para o Líbano, abalado pela guerra. Temos a maior taxa de juro real do mundo, segundo levantamento do portal Moneyou. E o maior spread bancário do mundo, segundo o IMD.

Juro alto encarece o capital de giro das empresas, e desestimula projetos de investimento. Reduz a competitividade da indústria e impede o aumento da capacidade produtiva. Ajusta a economia pela recessão e posterga as pressões inflacionárias, e leva o país a uma constante armadilha de baixo crescimento.

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