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Galeria digital recebe obras de artistas nacionais e internacionais – Mostra Museu: Arte na quarentena

Projeto itinerante une artes visuais e música com 200 obras vindas de 40 países em painéis digitais e estáticos da cidade, estações do Metrô e, agora, para a fachada da Fiesp. Produção artística foi realizada durante a pandemia

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

Fazer da arte um alento em meio às intempéries que o mundo atravessa, fomentar a produção artística da atualidade e democratizar seu acesso, alcançando os mais diversos públicos. Esse é o objetivo da Mostra Museu: Arte na Quarentena, iniciativa da Amarello Projetos Integrados que apresenta imagens de mais de 200 obras em mobiliários urbanos da cidade de São Paulo. No mês de agosto, o espaço que exibe as obras ao público é a fachada da Galeria Digital da Fiesp, localizada na Avenida Paulista, 1313. A programação começa às 19h e prossegue até às 6h, exceto terças e sextas feiras.

Na Galeria Digital, na fachada do prédio da Fiesp, serão exibidas obras de artistas de diversas nacionalidades, como Letícia Pantoja (Brasil – RJ), que faz uma homenagem à cidade de São Paulo com a obra SampaMama, idealizada como a grande mãe nutridora do país, uma terra fértil que gera vida e arte com uma visão criativa, feminina, acolhedora e em simbiose com a natureza. André Gola (Brasil – SP), exibe o personagem inteligente e espirituoso, Suadinho que se relaciona com a arquitetura do edifício e com o ambiente ao redor, como se estivesse de fato habitando a Galeria Digital e interagindo com as cenas da Av. Paulista.

Esteban Gutierrez (Colômbia), apresenta Paisagem de Isolamento, que retrata a perspectiva urbana do isolamento social vivido em apartamentos, enquanto as forças naturais recuperam pequenos territórios da cidade e reforça a mudança de equilíbrio das forças que constroem a paisagem urbana. Ari Dykier (Polônia), com Butterflies que tendo um coração humano pulsante como elemento central, convida o público a embarcar numa uma jornada onírica e surreal cheia de emoções por meio animação progressiva e rítmica de imagens sucessivas de ilustrações vintage.

Idealizado por Chiara Paim Battistoni, nome à frente da Amarello, o projeto incorpora a tecnologia como dispositivo a serviço da troca entre público e ocupa diversos suportes por toda a cidade, aspecto que reforça seu pioneirismo e amplo alcance, potencializado ainda pelo recorte internacional. “São obras que evidenciam a potência da criatividade e da reinvenção como elo em comum entre todos neste período de isolamento”, afirma Chiara.

Estruturado como um projeto híbrido – on-line e off-line -, a Mostra Museu traz uma intersecção entre as artes visuais e a música, e visa dar luz à produção artística realizada durante o período de isolamento social imposto pela pandemia e propõe reflexões sobre sentimentos e percepções do que estamos vivendo.

O eixo de artes visuais estará disponível integralmente no site e nos espaços públicos, assim como o de música, cuja coletânea sonora poderá ser acessada via códigos QR Code localizados nos painéis que direcionam os aparelhos a depoimentos dos artistas e playlists do Spotify e Youtube.

Eixo de Artes Visuais

Com curadoria de Ana Carolina Ralston e cocuradoria do The Covid Art Museum (CAM) – museu digital criado no início da pandemia, na Espanha, por Emma Calvo, Irene Llorca e José Guerrer -, o eixo de artes visuais, contou com mais de 1.200 inscrições e agora traz uma seleção de 200 obras vindas de 40 países.

A galeria está disponível integralmente na plataforma www.mostramuseu.com e conta com obras criadas a partir de técnicas mistas, como animação, colagem, desenho, vídeo, ready-made, fotoperformance, instalação e gravura, entre outros. Além do Brasil, também há artistas selecionados de países como Alemanha, Bolívia, China, Cuba, Egito, EUA, França, Grécia, Honduras, Índia, Romênia, Ucrânia e Venezuela.

“A partir da eletrizante onda criativa que turbinou a internet neste período, viu-se o total brilho da mente humana. Aqueles que se consideravam ou não artistas, criaram. E um pouco do que vimos nascer em um ano tão fatal reuniu-se e, agora, mostra seu rosto em um projeto híbrido, que mistura tecnologia, presença e, claro, arte”, reflete Ana Carolina Ralston. “O ar que soprou tanto em 2020 também nos trouxe a criatividade de nos reinventarmos. 2021 começa unindo a arte pelo mundo em um projeto sensível que costura essa sinuosa trama que tem como ponto de partida a nossa transformação”, complementa a curadora. A lista completa de artistas, nacionalidades e técnicas está disponível no site da Mostra Museu.

O corpo de artistas traz nomes como Antonio Bokel (Brasil – RJ), com a obra Atacama Historygram (intervenção em fotografia); Paula Costa (Brasil – RJ), com Reset (vídeo performance); Jade Marangolo (Brasil – SP), com A Casa (muralismo); Samuel de Saboia (Brasil – Pernambuco), com Três Olhos/Acordar (pintura); Mundano (Brasil – SP), com Isolamento Social Sempre Existiu (pintura); Raquel Fayad (Brasil – SP), com Gerações II (pintura); Orane Taske (França), com Lockdowned (arte digital); Costas Spathis (Grécia), com A Dança das Mãos Protegidas (filme digital); Ellen Sheidlin (Rússia), com Casa de Vidro (fotografia); Jeremy Cohen (EUA), com Cultura do Telhado em NYC na Quarentena (filme digital); Yari Delgado (Cuba), com Vigília (fotografia); Alexandra Siro (Alemanha), com Lockdown Máquina de Lavar (gif); Serge Siro (Ucrânia), com Escapando da Rotina (fotografia); e Andriana Oborocean (Romênia), com Uma volta pelo bairro (vídeo performance).

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