imagem google

Funcionários relembram mudança de sede da Fiesp e do Ciesp para prédio na Paulista

Andrey Afonso e Odair Souza ajudaram a trazer caixas com documentos para a nova sede

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Funcionários que acompanharam o processo de mudança de sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) do chamado Palácio Mauá para o edifício da Avenida Paulista ainda conservam lembranças daquele período. As entidades completam nesta terça-feira (27/08) exatos 34 anos no endereço – um dos marcos da cidade de São Paulo.

José Amaro Oliveira, gerente da Secretaria do Ciesp, relembra que a mudança para a Avenida Paulista gerou muita expectativa entre os funcionários. Uma das preocupações era com o transporte público – a estação de metrô Trianon-Masp foi inaugurada no início de 1991.

José Amaro, à esquerda, e Odair: memórias da época da mudança para o prédio da Paulista. Foto: Julia Moraes/Fiesp

José Amaro, à esquerda, e Odair: memórias da época da mudança para a Paulista. Foto: Julia Moraes/Fiesp


“Foi bem favorável a mudança. As instalações são melhores. O [Palácio] Mauá não tinha muita estrutura nem estacionamento próprio. Apenas algumas vagas. Facilita ter quatro andares de estacionamento no subsolo. Para o associado, valorizou muito”, compara ele.

Andrey Afonso, hoje coordenador de Serviços de Apoio do Ciesp, tinha apenas 14 anos em 1979. Ele era office boy. “Comecei a trabalhar aqui no final da obra. Cuidava do almoxarifado para receber o material de construção”, recorda.

“Eu me lembro que na penúltima ou última semana de julho começou a ser feita a mudança dos departamentos. Vinham sobretudo caixas de documentos. Os móveis eram todos novos. Eu ajudava a orientar para qual andar e sala eles deviam ser destinados”, conta ele, hoje com 49 anos.

De acordo com Andrey, o prédio despertava muita curiosidade pelo seu formato. “As pessoas brincam, chamam de ‘ralador de queijo’, ‘pirâmide’. É um prédio diferente, seguro, moderno, principalmente se comparado ao outro”, afirma o funcionário do Ciesp.

De olho nas caixas 

Outro funcionário do Ciesp, o então office boy e hoje assessor de imprensa Odair Souza, mantém na memória as incontáveis vezes em que ajudou a empacotar e despachar caixas de documentos destinados ao novo endereço.  “Eu me lembro de vir acompanhando, em diversas oportunidades, as caixas no carro”, diz Odair, que na época trabalhava no Departamento de Documentação, Estatística, Cadastro e Informações Industriais (Decad) da Fiesp e do Ciesp.

“Um fato comovente foi que, na mudança, as funcionárias da Biblioteca foram mantidas no Palácio Mauá. Foi uma choradeira porque elas queriam vir para a nova sede”, recorda Odair, que recebeu uma promoção e, também alocado na Biblioteca, acabou ficando na sede antiga, onde permaneceram o Departamento de Produtividade, o Núcleo de Desenho Industrial, a Biblioteca e o Instituto Roberto Simonsen.

Armando Augusto Netto, hoje assessor da diretoria técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), acompanhou, aos vinte e poucos anos, o período de gestação do projeto, entre o final dos anos 60 e início dos anos 70. Uma lembrança que ficou é a de ter carregado em seus braços o livro com a escritura da aquisição do terreno na Avenida Paulista. “Dias depois, o proprietário do terreno do fundo [de frente para a Alameda Santos] nos procurou”, recorda.

Leia mais 

>>Fiesp e Ciesp completam 34 anos no edifício-sede da Avenida Paulista 

>>Paulo Mendes da Rocha:  ‘O prédio da Fiesp é uma figura destacada, fruto da engenhosidade do Rino Levi’

>>Uma prova de amor pela arquitetura