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Frederico Reuter: Falabella foi genial ao adaptar ‘A Madrinha Embriagada’ para a realidade de São Paulo

Ator faz parte do elenco de estrelas do espetáculo que estreia no Teatro do Sesi-SP na semana que vem, no dia 17 de agosto

Dulce Moraes e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Conhecido pela atuação na novela “Aquele Beijo”, na Rede Globo, Frederico Reuter está ansioso para interpretar Roberto, o noivo de Jane (Sara Sarres), em “A Madrinha Embriagada”. Mas garante não ter tensão pré-estreia. Afinal, o ator acumula experiência em musicais como “Os Produtores”, “Hairspray” e o recente “Alô Dolly”.

Em entrevista durante a primeira fase de ensaios, ainda em um estúdio no bairro da Vila Madalena, Reuter revela que um dos pontos altos do espetáculo, que entra em cartaz no dia 17 de agosto, no Teatro do Sesi-SP,  é a adaptação feita pelo diretor Miguel Falabella de “The Drowsy Chaperone”, obra de Bob Martin e Don McKellar.

“O Miguel [Falabella] foi genial na adaptação do texto porque trouxe a peça para São Paulo, o que foi uma forma de homenagear a cidade, onde a peça ficará em cartaz. Há muitas referências daqui”, diz Reuter.

Reuter: experiência em musicais e nada de tensão pré-estreia. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Reuter: experiência e nada de tensão pré-estreia para 'A Madrinha Embrigada' . Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


O ator conta ainda a sensação de trabalhar simultaneamente para dois musicais – em meio aos ensaios, estava em cartaz com “Alô, Dolly”

A seguir, leia trechos da entrevista de Frederico Reuter.

Ansiedade

“A gente sempre fica um pouquinho ansioso para a estreia, mas acho que todo mundo aqui já fez muitos musicais. É claro que tem a expectativa, mas não tem o pânico e o nervosismo porque já passamos por isso várias vezes.”

Fôlego de dois espetáculos

“Eu estava em cartaz com o ‘Alô Dolly’ e nunca tinha feito isso antes, de ensaiar um musical estando em cartaz com outro. Essa é uma rotina muito puxada. Mas agora que o ‘Dolly’ acabou, já dá para dar uma descansada, até vocalmente. Era esforço demais. Por exemplo, no sábado eu acordava às 8h, ensaiava das 9h às 16h, saía daqui direto para o teatro e fazia duas sessões seguidas de ‘Dolly’. Então, eu chegava em casa quase morto.”

O cuidado com a voz

“Quando você estuda canto, aprende a usar sua voz mesmo nos agudos, aos gritos, ou nos graves. Você usa de uma maneira que não se machuca. Então, eu não fico rouco e nem tenho nenhum problema grave em função da técnica. Mas que você fica cansado, isso fica. É um esforço maior cantar algo simples. Mas agora que acabou ‘Dolly’, está mais tranquilo.”

Temporada no Sesi-SP

“A carga horária de ‘A Madrinha Embriagada’ é mais pesada, com oito apresentações semanais. Isso é novo para mim. Por mais que o espetáculo seja mais curto que os outros musicais, que têm em média três horas de duração, ainda assim vai ser puxado. Mas para quem gosta de palco e de musical… A gente reclama, mas adora! (risos).”

Sonho de consumo para qualquer ator

“A proposta do Sesi-SP em trazer esse novo público para o musical é maravilhoso. Eu moro no Rio e o primeiro musical que eu fiz foi o “Império”, com a Stella Miranda, inclusive. Era no Teatro Municipal e, na época, havia uma lei no Rio – não sei se ainda tem – que, todo primeiro domingo de cada mês, era entrada franca. E é outro público. É maravilhoso porque eles vão para gostar, eles vibram, são mais espontâneos, eles aplaudem cena aberta o tempo inteiro. Então, ter uma temporada de um ano com um público assim é o sonho de consumo de qualquer ator. ”

Miguel Falabella

 “O Miguel [Falabella] instaura um clima de muita amizade, de cordialidade. Ele brinca bastante e esculacha com humor. Então, você não se sente mal. Ele também cria essa coisa da união, todo mundo junto e não separa quem é protagonista e bailarino: é todo mundo junto e muito divertido. E mais da metade desse elenco já tinha trabalhado em outros musicais. É meio um ‘familhão’, né? ”

Musical com a cara de São Paulo

O Miguel [Falabella] foi genial na adaptação do texto, porque ele trouxe a peça para São Paulo, o que foi uma forma de homenagear a cidade, onde a peça ficará em cartaz. Há muitas referências daqui, como o encanador, que na versão original é chinês, mas aqui será do bairro da Mooca, com um sotaque bem forte. E o público vai se identificar de cara com isso. O Miguel foi genial nessa adaptação, porque aproximou o público da realidade, sem perder as características do original.”