imagem google

Fomentar empreendedorismo é imperativo para Brasil entrar na economia global

Rodrigo Costa da Rocha Loures diz em seminário na Fiesp que objetivo é validar proposta para apresentar aos candidatos à presidente da República em torno de políticas públicas necessárias para fomentar inovação

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Desenvolver os ecossistemas regionais de inovação é essencial para que o Brasil possa ingressar na economia global. A opinião é do presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rodrigo Costa da Rocha Loures.

“Os ecossistemas regionais de inovação são sistemas ou ambientes capazes de fomentar e apoiar empreendimentos nascentes, startups, que possam se inserir na dinâmica mundial de empreendedorismo. Não temos nada parecido aqui no Brasil”, explicou Loures na manhã desta terça-feira (07/10) durante a cerimônia de abertura do seminário “Estratégias para a Inovação e Empreendedorismo”, na sede da Fiesp. O evento é uma realização do Conic e do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec).

Imagem relacionada a matéria - Id: 1620698629

Rodrigo Rocha Loures: “Inovação é vista como a principal estratégia para ter ganhos de competitividade.” Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Uma das finalidades do seminário, destacou Loures, é consolidar um conjunto de propostas para serem apresentadas como uma contribuição aos governantes – em especial aos dois candidatos que disputam o segundo turno nas eleições presidenciais.

“O assunto tem a ver com políticas federais, estaduais, municipais e políticas privadas”, enfatizou Loures, acrescentando que empresas privadas e universidades também têm que participar.

Loures assinalou que embora o país tenha alguns polos  de inovação diferenciados no Recife (PE), no Rio de Janeiro (RJ), em Campinas (SP) e São José dos Campos (SP), o estágio deles ainda é insuficiente quando comparados a outros no mundo. “São clusters que estão num estágio muito distante do que acontece no Vale do Silício, em Israel, em Londres, onde o ambiente é de tal ordem que atrai talentos e investidores de todo o mundo”, observou Loures.

De acordo com o presidente do Conic, o Vale do Silício, polo de empresas de tecnologia na Califórnia (EUA), foi escolhido como referência para um estudo encomendado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) a um grupo de pesquisadores de universidades brasileiras e americanas.

A estratégia, observou, é comparar o Vale do Silício e os polos de inovação já existentes no Brasil para identificar políticas públicas que podem ser adotadas no caminho da integração dos diversos atores envolvidos no processo inovativo: empreendedores, pesquisadores, incubadoras, institutos de Ciência & Tecnologia e universidades, investidores, inventores, empresas de médio e grande porte, estudantes, gestores públicos,  aceleradoras e associações empresariais.

“Inovação é vista como a principal estratégia para ter ganhos de competitividade. Existe uma gama muito ampla de inovações, mas vamos tragar de inovações de classe mundial, que criam valor e que são potencialmente aplicáveis, aproveitáveis e de interesse da economia mundial”, finalizou Loures.

Cerimônia

A abertura teve a participação de Mario Frugiuele, segundo diretor secretario da Fiesp, representando o presidente da entidade, e lendo uma mensagem do diretor titular do Decomtec/Fiesp, do José Ricardo Roriz Coelho; Armando Zeferino Milioni, secretário da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, representando o ministro Clelio Campolina Diniz; Júlio César Maciel Ramundo, diretor da Indústria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), representando o presidente do banco, Luciano Coutinho; Marcos Cintra, subsecretario de Ciência e Tecnologia e Inovação da Secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, representando o secretário Nelson Baeta Neves Filho; e Alencar Burti, presidente do Conselho Deliberativo do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP);  e Ricardo Terra, diretor técnico do Senai-SP.