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Fio condutor em ‘A Madrinha Embriagada’, Ivan Parente fala sobre andamento dos ensaios antes da estreia

Ator comenta, em entrevista, a emoção de participar do espetáculo com estreia programada para o dia 17/08 no Teatro do Sesi-SP

Dulce Moraes e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Em “The Drowsy Chaperone”, musical de Bob Martin e Don McKellar, um personagem – “The Man in the Chair” – é o fio condutor da narrativa vista no palco. Em “A Madrinha Embriagada”, montagem brasileira do espetáculo, com estreia marcada para o dia 17 de agosto, no Teatro do Sesi-SP, o “Homem da Poltrona” já tem dono.

É o ator Ivan Parente, cujo currículo ostenta musicais como “Alô Dolly”, “Pinóquio” e “O Mágico de Oz”. “Tenho que estar o tempo todo nos ensaios para saber o que eles estão fazendo e ver como posso interagir”, revela Parente.

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Ivan Parente: o "homem da poltrona" a todo vapor nos ensaios do musical. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Em entrevista durante os ensaios, ele fala sobre como está o andamento dos trabalhos com o diretor Miguel Falabella e os colegas do elenco – formado por nomes como Stella Miranda (“South American Way”) e Paula Capovilla (“A Família Addams”), entre muitos outros.

O ator comenta ainda o desafio de encenar a peça oito vezes por semana, conforme prevê a programação do espetáculo – uma realização do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em projeto educacional que, além de formar plateias, inclui oficinas de vivência em teatro musical para alunos do Sesi-SP e um curso de formação de atores para esse segmento.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista de Ivan Parente.

O ritmo dos ensaios

“Estamos num ritmo enlouquecido de ensaios, das 9h às 18h, de terça a sábado. É bem puxado, tem muita coreografia, tem muito texto e o Miguel [Falabella] está com a gente quase todos os dias. Para mim está sendo cansativo porque eu estava no elenco de “Alô Dolly” [musical também dirigido por Falabella, que ficou em cartaz até 14/07, em São Paulo]. Mas é ótimo!”

Interação dos personagens

“Quando chegamos [ao local de ensaios], aquecemos a voz e o corpo e já vamos para a parte de coreografia. Na verdade, eu não tenho muita coreografia porque interpreto o “Homem da Poltrona” e fico bastante tempo sentado. Mas estou sempre interagindo com o elenco. Então, tenho que estar o tempo todo nos ensaios para saber o que eles estão fazendo. Temos que estar super focados e com o texto na ponta da língua. Tenho textos de uns 40 minutos falando sem parar, contando essas histórias deliciosas dos personagens de “A Madrinha Embriagada”, que está ambientada em 1928. Está sendo cansativo. Temos que preservar a voz e não conseguimos sair à noite, mas é uma delícia!”

Uma temporada ‘intensa’

“Estamos acostumados a fazer de cinco a seis espetáculos por semana. Mas “A Madrinha Embriagada” terá oito apresentações semanais. E, realmente, teremos que estar bem descansados, bem preparados, muito focados e muito tonificados porque não vai ser fácil. Duas horas de espetáculo é um tempo curto perto de outros musicais, mas como o espetáculo é uma fantasia da cabeça do “homem da poltrona”, tudo tem muita intensidade, pois é como um sonho. Tudo é três vezes maior. Os personagens têm três vezes mais energia.”

O elenco

“O Miguel [Falabella] escolheu um elenco delicioso. E é um privilégio estar com eles. Todo mundo faz musical há anos, mas mesmo assim temos que nos cuidar porque a experiência não significa que estamos acostumados.”

Ponto alto 

“Para o “Homem da Poltrona” há vários momentos muito emocionantes na peça. De certa forma, parece que é um pouco da vida dele em cada momento do espetáculo, mesmo que pareça aquela maluquice que todo mundo vai ver. Mas acho que o momento mais emocionante é quando ele fala de relacionamento. Ele é uma pessoa muito sozinha. É muito difícil para ele se relacionar. Então, ele fica dentro do apartamento, escutando seus discos, não sai muito. Assim, quando fala em relacionamento – seja com homem ou mulher –, ele fica muito tocado. Acho que esse é o momento mais emocionante dele na peça. E o final, que não dá para contar (risos), também é muito emocionante.”

Saiba mais sobre o projeto educacional do Sesi-SP em teatro musical: www.sesisp.org.br/Cultura/teatro-musical-espetaculo.htm

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