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Financiamento para a indústria de Defesa precisa ser diferenciado

Jairo Cândido, diretor titular Comdefesa, da Fiesp, apoiou a proposta com outros especialistas durante a LAAD, no Rio de Janeiro

Agência Indusnet Fiesp

O financiamento para a indústria de Defesa foi um dos assuntos abordados durante o 2º Seminário de Defesa, evento que foi realizado paralelamente à LAAD (Latin American Aero & Defence) esta semana no Rio de Janeiro.

Nesta sexta-feira (17), o diretor do Departamento da Indústria de Defesa da Fiesp (Comdefesa), Jairo Cândido, disse que “todo recurso feito na indústria de Defesa não pode ser visto como custo; seja na compra governamental ou no financiamento”. Para ele, é fundamental que os aportes sejam caracterizados como investimentos.

Cândido discutiu o poder de compra do governo – o maior cliente da indústria de Defesa –, melhores práticas financeiras na aquisição de grandes programas de Defesa, e o desenho do conceito de negócio.

O diretor da Fiesp disse ainda que o setor de Defesa requer um tratamento diferenciado no mundo dos negócios. “As compras são feitas entre governos. Por isso é tão importante que as aquisições estrangeiras sejam realizadas através da indústria nacional”.


Financiamento

O superintendente da Área Industrial do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Carlos Gastaldoni, apresentou as ações que o banco vem desenvolvendo junto ao setor.

Ele reconhece que o BNDES “nunca teve atuação forte nesta área” e que somente há dois anos foi iniciado um trabalho de levantamento de dados da indústria de Defesa.

Segundo Gastaldoni, o banco identificou que o novo cenário geopolítico mundial, a natureza dual da indústria de Defesa e o reaparelhamento das Forças Armadas deram o norte das ações a serem empreendidas.

“As empresas precisam tomar conhecimento dos projetos estratégicos para o governo”, sugeriu. O BNDES tem intenção de atrair grandes fabricantes internacionais para o Brasil e desenvolver as empresas nacionais de Defesa.


Sistemas

Participante da discussão, o diretor da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Carlos Aguiar, afirmou que a indústria de Defesa brasileira vive um momento de expectativa, tendo em vista o importante papel de líder que o Brasil vem assumindo na América do Sul e no mundo.

Aguiar justifica a importância de debater o tema Defesa, a partir dos seguintes pontos:

  • o Brasil tem ampliado sua participação em forças de paz;
  • busca assento permanente no Conselho de Segurança da ONU;
  • participa do G20;
  • criou com mais 12 países o Conselho de Defesa da América do Sul;
  • destaca-se no cenário energético mundial (pré-sal e biocombustíveis);
  • e criou a Estratégia Nacional de Defesa”.
    Feira
    A LAAD é a maior e mais importante feira de Defesa e Segurança da América Latina e reúne bienalmente empresas brasileiras e internacionais especializadas no fornecimento de equipamentos e serviços para as três Forças Armadas, forças especiais, serviços de segurança, consultores e agências governamentais.