imagem google

Fiesp sedia intercâmbio de lideranças setoriais da indústria química e farmacêutica

Evento contou com a presença de presidentes e representantes dos setores químicos e farmacêuticos das 27 federações da indústria do Brasil

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1573820527

Paulo Henrique Schoueri, diretor da Cser/Fiesp “Sindicatos têm trocado experiências muito importantes. Todos aprendem. O fruto é muito bom”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Com o objetivo de fortalecer a representação empresarial dos setores industriais, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou em sua sede, na tarde desta sexta-feira (05/12), um evento de intercâmbio de lideranças setoriais da indústria química e farmacêutica.

O encontro reuniu presidentes e representantes dos sindicatos filiados dos setores químico e farmacêutico das 27 federações brasileiras.

Na abertura, Paulo Henrique Schoueri, diretor titular da Central de Serviços (Cser) da Fiesp, deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou a importância dessas reuniões sobre temas como gestão sindical, negociação coletiva e prestação de serviços, entre outros. “Sindicatos têm trocado experiências muito importantes. Todos aprendem. O fruto é muito bom”, opinou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1573820527

Camila Cavalcanti, da CNI: 1.244 sindicatos participam do Programa de Desenvolvimento Associativo. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em seguida, Camila Cavalcanti, gerente de Desenvolvimento Associativo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), falou sobre o “Programa de Desenvolvimento Associativo” – em execução desde 2007. Em Sua visão, o objetivo do programa é o fortalecimento das indústrias.

“É um programa planejado para que haja uma pauta concentrada e ampla, que vai além da questão trabalhista. O objetivo é o fortalecimento da base de representação, tornando os sindicatos mais representativos e, consequentemente, a representação da indústria mais forte e com mais capacidade de negociação”. Segundo a gerente, 1.224 sindicatos participam do programa.

Outro participante do encontro foi Lauro Moretto, vice-presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma).

Ele apresentou aos presentes o “Programa de Inclusão Social da Pessoa com Deficiência”, iniciativa criada pelo sindicato em 2006. “O programa de inclusão social contou com a participação de diversas empresas do setor industrial farmacêutico”, explicou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1573820527

Lauro Moretto: programa “Concessão Voluntária de Divergência” tem ajudado a diminuir as ações trabalhistas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Entretanto, segundo Moretto, houve dificuldades para implantar o projeto. Entre os principais obstáculos enfrentados, ele citou a falta de coordenação, o baixo nível de escolaridade das pessoas com deficiência e a falta de investimento governamental em projetos de educação e capacitação.

Mesmo com essas dificuldades, na visão dele, o programa foi um sucesso. “Representou para essas pessoas [que participaram do programa] a oportunidade de ter acesso ao mercado de trabalho. E para a empresa, um ganho de imagem corporativa.”

Moretto ainda citou o programa “Concessão Voluntária de Divergência”, processo que, ressaltou, tem ajudado a diminuir as ações trabalhistas. “Temos muita gente querendo participar.”