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FIESP sedia debate sobre o uso de águas subterrâneas

O encontro reuniu especialistas nacionais e internacionais, além de representantes de entidades públicas e da indústria

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

Água Subterrânea – mitos e verdades sobre seu uso. Este foi o tema do seminário que aconteceu na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), entre os dias 1º e 3 de abril. O encontro reuniu especialistas nacionais e internacionais do setor, além de representantes de entidades públicas e da indústria.

Atualmente, em São Paulo, somente 10% dos poços de captação de água subterrânea são regularizados, ou seja, têm outorga, autorização de uso. São poços muito antigos, com data da primeira utilização em tempos anteriores à exigência de regulação. A água subterrânea, hoje, é utilizada principalmente para o abastecimento e também se destina ao fornecimento público, utilização em empresas e na agricultura.

Para o presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da FIESP, Eduardo San Martin, outra questão importante que precisa ser pautada para discussão com a sociedade é que a água subterrânea utilizada não seja contaminada. “O mesmo poço que traz a água subterrânea para ser usada na superfície pode contaminar esse recurso, por meio de infiltrações, lançamentos de resíduos no solo, e é por isso que o recurso precisa ser gerido pelos órgãos competentes. Este evento traz esse alerta e irá gerar uma pauta importante para que o tema seja cada vez mais debatido”, disse.

Durante o seminário, também foram apresentadas tecnologias canadenses inovadoras para recuperação de águas subterrâneas contaminadas pelo uso inadequado na superfície.

Ainda de acordo com San Martin, mesmo a água utilizada para outros fins, como a agricultura, precisa ter sua qualidade conhecida e analisada. Existe uma deliberação do Ministério da Saúde (MS) que estabelece por meio de dezenas de parâmetros os componentes da água para que ela seja considerada potável.

“Como ela [água subterrânea] está em contato com minerais no subsolo, pode não atender integralmente todos os parâmetros estabelecidos pelo Ministério. Mas ela pode ser submetida a alguns tratamentos que removam esse excesso de minerais e que irão permitir que ela seja também potável, passando assim a atender ao que a população precisa”, ressaltou.

Eduardo San Martin ressalta que a indústria é parte importante dessa sociedade e nem sempre as pessoas conhecem tudo a respeito daquilo que é mais importante para ela. “A água é um dos bens mais importantes que existem na vida das pessoas. Por isso, o presidente Paulo Skaf nos orientou a prestar serviços, a informar a auxiliar as pessoas e é para isso nós pretendemos, já no segundo semestre deste ano, organizar um outro evento sobre águas subterrâneas para levar ao conhecimento das nossas indústrias, da população como um todo o passo a passo sobre água subterrânea”, finalizou.

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Em debate sobre a importância e o uso de águas subterrâneas, a presença de especialistas e do presidente do Cosema, Eduardo San Martin. Foto: Karim Kahn/Fiesp