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Fiesp se posiciona sobre as discussões da COP16

Comitê de Mudança do Clima da entidade debateu nesta 3ª feira os rumos da competitividade da indústria paulista frente às mudanças do clima

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

Às vésperas da 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP16), que se realizará a partir de 29 de novembro em Cancun, no México, a Fiesp reuniu, nesta terça-feira (16), autoridades, especialistas, empresários e governo para discutir o assunto.

Na oportunidade, foram divulgados:


“Este encontro de hoje, na Fiesp, tem como objetivo uma reflexão sobre a mudança do clima. Este tema ocupa espaço cada vez maior nas discussões internacionais e nacionais sobre os rumos do desenvolvimento econômico e social”, disse o segundo vice-presidente e coordenador do Comitê de Mudança do Clima da entidade, João Guilherme Sabino Ometto.

Ele destacou o protagonismo do setor privado e a necessidade de seu engajamento: “É com esse compromisso que a Fiesp, representante do maior parque industrial brasileiro, acompanha atentamente a questão desde meados de 2009 e participou da COP15, em Copenhague”.

Por envolver diferentes aspectos em sua discussão, na Fiesp, o tema é debatido pelos Departamentos de Competitividade e Tecnologia, Meio Ambiente, Energia, Relações Internacionais e Comércio Exterior e Agronegócio. Juntas, essas áreas compõem o Comitê de Mudanças do Clima.

“A dedicação a esse tema reflete a preocupação da nossa entidade com tais questões e seus impactos na indústria paulista e brasileira. A entidade trabalha para que não se estabeleçam retaliações ou restrições aos nossos produtos no mercado internacional”, salientou Ometto.

Baixo carbono

Ele disse ainda que o País já está em uma economia de baixo carbono, viabilizada por diferenciais expressivos, como a matriz elétrica renovável, o programa de biocombustíveis, os motores flexfuel, redução sistemática das emissões de carbono pelo setor industrial e progressos significativos na diminuição do desmatamento, particularmente na Amazônia.

“Cabe ressaltar que os processos industriais respondem apenas por 3% das emissões brasileiras, segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia. Mesmo assim, a indústria preocupa-se com a melhoria do desempenho dos outros setores, no intuito de defender a competitividade do produto brasileiro”, pontuou.