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Fiesp promove II Encontro Embrapii: Apoiando a Inovação na sua Empresa

Evento realizado na sede da Fiesp, em São Paulo, discutiu necessidade de investir em pesquisa e desenvolvimento, entre outros temas

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“Poder falar sobre as tecnologias do futuro e as oportunidades de investimentos em P&D [pesquisa e desenvolvimento] num momento como este de profunda crise econômica é algo muito valioso para nós, pois sinaliza boas perspectivas pela frente”, afirmou o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, durante a abertura do II Encontro Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), na sede da entidade, nesta sexta-feira (20/5).

Segundo Roriz, um momento de crise como este tem impacto direto nos investimentos, principalmente aqueles com maior risco tecnológico. “Isso ficou claro na pesquisa que realizamos no ano passado, e cujas projeções indicaram uma queda de 33% no investimento da indústria de transformação em máquinas, equipamentos e instalações, e de 25% em P&D.”

Roriz sinaliza que em termos competitivos a situação se torna ainda mais complexa, pois enquanto uma parte do país está praticamente estagnada, o resto do mundo continua investindo em P&D. O resultado será o distanciamento cada vez maior do Brasil com relação à fronteira tecnológica. “Portanto, para nós da Fiesp, realizar este evento para divulgar as ações da Embrapii representa uma grande oportunidade para ajudar a reverter esta tendência.”

Jorge Almeida Guimarães, diretor presidente da Embrapii, falou do processo simplificado em relação ao de outros órgãos de financiamento no Brasil e a segurança dada por saber com exatidão quando vai ser feito o desembolso. “O dinheiro da Embrapii é fundamentalmente para pagar custeio”, explicou.

Ele falou do “carimbo Embrapii”, que faz parte de uma análise criteriosa que a instituição faz dos centros de pesquisa homologados para participar como terceira parte nos projetos de inovação. “Isso dá segurança para qualquer projeto.”

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Roriz,da Fiesp, à esquerda, e Guimarães, da Embrapii: pesquisa e desenvolvimento para a inovação na indústria


A Embrapii não analisa projetos, disse o diretor-presidente Guimarães. Ela faz chamadas para credenciar os centros de pesquisa que farão parcerias com as empresas interessadas. Isso explica a simplicidade no processo, que tem como reflexo a rapidez para aprovação dos projetos. Entre os centros, chamados de Unidades Embrapii, estão o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em manufatura aeronáutica, e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em tecnologias de materiais de alto desempenho.

Com atuação desde 2013, a Embrapii tem a missão de contribuir para o desenvolvimento da inovação na indústria por meio da colaboração com institutos de pesquisas e universidades. Suas principais características são: financiar até 1/3 do projeto sem a necessidade de reembolso, enquanto o restante é dividido entre empresa e o instituto de pesquisa, e credenciar instituições de pesquisa científica e tecnológica para trabalhar em conjunto com as empresas.

Rubens Mattos, gerente de P&D da Brasil Kirin, Luciana Hashiba, gerente de Gestão de Redes em Inovação da Natura e Abel Ruiber Gripp, gerente de Desenvolvimento de Produto da Furukawa, falaram sobre crise e oportunidades: a visão empresarial do Sistema Embrapii. Também participou, como mediador dos painéis, o diretor de Planejamento e Gestão da Embrapii, José Luis Gordon.