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Fiesp promove debate sobre recuperação do rio Pinheiros

O projeto mais atual, Novo rio Pinheiros, do governo do Estado, prevê que seja investido R$ 1,5 bilhão em obras com o objetivo de reduzir pela metade os atuais índices de poluição do Pinheiros

Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp

Com 25 quilômetros de extensão, o rio Pinheiros é considerado biologicamente morto. Nos últimos 30 anos, vários projetos de despoluição dele e do Tietê consumiram mais de U$ 3 bilhões. No entanto, o problema permanece. A última proposta de requalificação foi anunciada em agosto deste ano pelo governo do Estado de São Paulo – Novo rio Pinheiros.

A Fiesp dedicou um dos painéis do seminário A despoluição dos rios a fim de reforçar a importância de recuperar concretamente a bacia. O projeto Novo rio Pinheiros prevê que seja investido R$ 1,5 bilhão nas obras com o objetivo de diminuir pela metade até 2022 seus atuais índices de poluição.

Durante a mesa de abertura, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, enfatizou a necessidade da limpeza efetiva do Pinheiros e também dos demais rios de São Paulo. “Se não pararmos de sujar, muito dinheiro continuará sendo gasto sem registrarmos melhoria para a população. É preciso resolver a coleta e o tratamento de esgoto que têm impacto direto na saúde da população. Sem isso, nunca vamos despoluir o Pinheiros. Precisamos nos engajar nesta causa para cobrar e finalmente termos resultados concretos. Este debate é uma forma de buscar soluções e de não repetir os mesmos equívocos”, afirmou.

Quanto ao fornecimento de água, o presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da FIESP, Eduardo San Martin, relembrou que seria muito mais barato buscar água para o abastecimento de um rio mais próximo ao invés de ter que percorrer centenas de quilômetros para suprir o fornecimento público. “País desenvolvido tem rio não poluído. Viver ao lado de um rio despoluído promove a geração de riqueza, de desenvolvimento. E é essa a luta que a Fiesp está desencadeando junto a vários setores da sociedade”, completou.

Do outro lado da mesa estava o publicitário Marcelo Reis, que lidera o movimento popular Volta Pinheiros. Desde 2017 o grupo vem realizando ações para cobrar dos gestores públicos a requalificação da bacia. Ele reclama da falta de transparência do governo do Estado de São Paulo no que diz respeito aos detalhes do projeto Novo rio Pinheiros.

“Precisamos colocar o rio na pauta do debate para que ele vire um símbolo de despoluição e que vai inspirar obras ainda maiores e mais complexas de saneamento. Nossa mobilização é para que medidas concretas sejam tomadas. Estar aqui, na Fiesp, discutindo com o empresariado, é uma prova de que a requalificação do Pinheiros não é só assunto de ambientalista e, sim, da sociedade”, disse.

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O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, enfatizou que é necessária a limpeza efetiva do Pinheiros e também dos demais rios de São Paulo. Foto: Karim Kahn/Fiesp