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Fiesp organiza série de encontros virtuais para detalhar conceitos e possibilidades das práticas ESG para a indústria

Tripé, que envolve questões sociais, ambientais e de governança, tem ganhado cada vez mais espaço no mercado e nos debates sobre negócios

Clarissa Viana, Agência Indusnet Fiesp

Na noite dessa quarta-feira (12/5), o Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, realizou o primeiro encontro virtual sobre a aplicação prática dos conceitos de Responsabilidade Social. Intitulado “Como integrar os princípios ESGs em seu negócio”, o evento contou com a mediação de Gràcia Fragalá, diretora titular do Comitê de responsabilidade social da Fiesp e do Núcleo de Responsabilidade Social (NRS) do Ciesp, e a participação de Priscila Rocha, especialista em meio ambiente do Departamento de Desenvolvimento Sustentável (DDS) da Fiesp. Durante o evento, as convidadas detalharam conceitos e desafios atuais para a integração dos princípios ESG aos negócios e como o mercado tem recebido empresas que já estão dando mais atenção a esse posicionamento.

“Precisamos destacar, antes de mais nada, que os princípios ESG não são a evolução de todas as práticas sustentáveis que foram amplamente adotadas nas últimas décadas. Falar de ESG é falar da integração dos três pilares a toda a estrutura do negócio. Essa sigla ganhou destaque e popularidade por ser uma nomenclatura muito usada por investidores e pelo mercado financeiro que pode influenciar, inclusive, a tomada de decisões sobre em quais empresas investir”, analisou Sônia Favaretto, uma das convidadas, SDG Pioneer pelo Pacto Global das Nações Unidas (ONU) e especialista em sustentabilidade.

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Sonia Favaretto enfatiza que a sigla ESG ganha destaque por estar associada a investidores e ao mercado financeiro 

Ao longo do debate, as participantes responderam uma série de perguntas enviadas pelo público e também detalharam os desafios dos pilares de sustentabilidade (o E da sigla em inglês) e social (o S de ESG). “A pandemia destacou muitas desigualdades do mundo e mostrou para todos que o social vai além da filantropia”, ponderou Grácia Fragalá, diretora titular do Cores, que também pontuou o sucesso financeiro de empresas que já tinham ou estabeleceram uma política de governança específica para a gestão das equipes durante o isolamento social da pandemia – além da melhoria na taxa de satisfação dos colaboradores, houve apoio também dos consumidores, gerando retorno financeiro para elas. “ESG não é um selo para validar todas as práticas de uma empresa. Estamos falando de uma régua, para avaliar cada área e cada empresa de acordo com a maior aderência a esses valores”, reforçou Priscila Rocha, do DDS.

Segundo o cronograma, a próxima live será no dia 27 de maio e abordará a relação entre os princípios ESG e o Investimento Social Corporativo.

Para conhecer mais sobre o tema, assista neste link a live sobre o tema