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Fiesp instala Conselho Superior da Indústria Criativa e apresenta plano de auxílio de emergência para o setor cultural


O presidente Paulo Skaf criou o conselho porque sabe da importância do setor da indústria criativa para os profissionais envolvidos e para o país.


Ao redor do mundo, a pandemia do novo coronavírus alterou a realidade social e econômica das nações, gerando uma retração no desenvolvimento desses lugares e uma perda nos ganhos de sua população. Um outro setor não menos importante e que precisa de atenção para continuar sobrevivendo, junto com seus profissionais, é o da cultura. Dono de uma atividade pulsante no estado de São Paulo, tal segmento é alvo de atenção da Fiesp, que, na última quarta-feira (27/05), instalou o Conselho Superior da Indústria Criativa (COSIC).

O presidente da Fiesp, do Ciesp, do Sesi e do Senai, Paulo Skaf, participou do encontro e ressaltou que fez questão de deliberar a instalação deste conselho uma vez que sabe da importância do setor da indústria criativa para os profissionais envolvidos e para o país. “Agradeço muito a vocês, que estão participando desta reunião. Juntos, vamos pensar soluções importantes. A crise fica menos difícil se reagirmos com providência. E é isso que temos feito aqui na Fiesp desde que a pandemia do novo coronavírus foi anunciada. Com o segmento da cultura, não será diferente. Podem contar comigo”, ressaltou.

Na videoconferência, que durou pouco mais de duas horas, produtores, atores, diretores e articuladores culturais de todo o país conheceram as diretrizes do Plano de Auxílio de Emergência para o Setor Cultural, que foi apresentado pelo presidente do Conselho, Luis Sobral. O dirigente já foi presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e secretário adjunto da Secretaria da Cultura, ambos os cargos no estado de São Paulo.

Defendendo que a indústria criativa não pode perder a sua expertise, seus profissionais e seu potencial para o país prosperar com a retomada depois da pandemia, Sobral listou os pontos importantes do documento que, após ser debatido com os conselheiros, será apresentado ao estado brasileiro.

“A cultura precisa sobreviver ao coronavírus porque nós precisaremos ainda mais dela quando tudo isso acabar”, reforçou Sobral. Entre os pontos apresentados no Plano e que serão importantes para fazer a indústria criativa ter sua retomada: a instalação de prêmios para o pequeno produtor cultural com contrapartida para a educação pública, o incentivo a produções audiovisuais, manutenção das salas de cinema, garantia dos festivais de circo e dos pontos de cultura, a continuidade dos fundos municipais de cultura, a recuperação do mercado editorial entre outros.