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Fiesp e Sorbonne planejam atividades da Cátedra ‘Globalização e mundo emergente’

Entidade recebeu no final de outubro uma comitiva da universidade francesa

Agência Indusnet Fiesp

Resultado de um acordo de cooperação entre a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Universidade de Paris 1 Pantheon-Sorbonne, a Cátedra “Globalização e mundo emergente Fiesp-Sorbonne” ganhou um novo impulso no final de outubro, com a visita de representantes da instituição francesa ao Brasil.

Liderando a comitiva, a vice-presidente de Comunicação e Sistema de Informação da Sorbonne, Nadia Jacoby, foi recebida por Mario Frugiuele, diretor secretário da Fiesp, que faz a coordenação da Cátedra pela entidade.

Na pauta, os planos para o ano de 2015 dessa parceria que envolve cooperação científica, técnica e consultiva; treinamento e capacitação de pessoas; além de atividades de visibilidade institucional – nos anos 2013 e 2014 foram realizadas várias atividades em conjunto.

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Mario Frugiuele (Fiesp) e Nadia Jacoby (Sorbonne): planos para concretizar de seis a oito projetos em 2015. Foto: Divulgação


Para concretizar o planejamento, os representantes da Sorbonne abriram diálogo com diversos departamentos da Fiesp – de Economia, Infraestrutura, Jurídico e Meio Ambiente, entre outros.

O objetivo é identificar áreas de interesse em comum, de acordo com Mario Frugiuele. “Vamos ter muito trabalho pela frente. Serão de seis a oito projetos em 2015”, adianta o diretor da Fiesp.

Uma das atividades previstas, antecipa o diretor secretário da Fiesp, é analisar as relações de trabalho e emprego existentes nos dois países, num comparativo entre as condições brasileiras e francesas.

Nova estrutura

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Nadia Jacoby: atividades de 2015 serão concentradas em negócios, cultura e natureza acadêmica. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Na visita também foram acertados detalhes operacionais depois da definição da nova estrutura de gestão da Cátedra. “Fomos apresentados ao novo coordenador pela Sorbonne, Angelo Secchi. Foi decidido que agora os trabalhos passam a ter a colaboração da vice-presidente da Sorbonne Nadia Jacoby, em função da importância que a instituição dá a essa cátedra com o setor privado brasileiro. Assim, de uma maneira prática, o processo de gestão da cátedra ficou mais pesado. Temos uma equipe mais forte”, avalia Frugiuele.

Segundo Nadia Jacoby, as atividades de 2015 terão três eixos: negócios, cultura e de natureza acadêmica.

“O projeto focado nos negócios gira em torno de como podemos vender mais facilmente o Brasil como uma marca. E o projeto cultural será sobre o mercado cinematográfico brasileiro e os diferentes modelos de financiamento de filmes entre França e Brasil”, explica a vice-presidente.

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Angelo Secchi assume a coordenação da Cátedra pela Sorbonne. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Substituto do professor doutor Guillermo Hillcoat (1948-2014), o coordenador Angelo Secchi é Ph.D. em Economia e Gestão pela Scuola Superiore Sant’Anna, na Itália.

A cátedra, em seu ponto de vista, tem dois objetivos. “O primeiro deles é promover e estabelecer trocas por meio da competência da Sorbonne, difundindo conhecimento acadêmico. Outro é promover troca de visões e conhecimentos a respeito de questões econômicas.”

“É um projeto muito animador. Do lado da Sorbonne, é a primeira experiência que fazemos com uma instituição não acadêmica”, ressalta Secchi.

Uma das novidades desse novo modelo de estrutura da Cátedra é a contratação pela Sorbonne do estudante de doutorado brasileiro Jonas Rama. Ele fica em Paris, onde cuidará da gestão operacional da parceria do lado francês. No Brasil, em contrapartida, a função é exercida por Larissa Agune Vázquez formada em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo (USP).

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Jonas Rama: brasileiro passa a cuidar da gestão operacional da parceria do lado francês. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“Temos uma estrutura de projetos definida para 2015, mas as temáticas estão sendo definidas a partir das conversas com os departamentos da Fiesp durante esta visita. Estamos tentando identificar interesses comuns entre departamentos, para alinhar os temas entre as duas entidades”, esclarecem os coordenadores da Cátedra.

Um dos projetos em planejamento para 2015 é a participação na Feira do Livro de Paris, em março de 2015. O homenageado do ano é Brasil, com um estande central sobre assuntos brasileiros, com publicações de livros, debates e presença de autores. A temática do estande será o teatro brasileiro contemporâneo. Nos planos da cátedra estão a divulgação de ações que Fiesp e Sesi-SP realizam nessa área como, por exemplo, o projeto educacional em teatro musical.

Avaliação

Para Nadia Jacoby, a ideia de trabalhar com uma instituição privada foi animadora desde novembro de 2012, quando foi firmado o termo de cooperação com a Fiesp. “Durante esses dois anos, descobrimos como trabalhar juntos”, observa a vice-presidente.

A avaliação de Mario Frugiuele também é positiva. “Existem vários temas que já foram abordados pela Cátedra. Um deles muito interessante é a arbitragem. A França é reconhecida como um país que tem uma tradição muito forte nesta área.”

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Mario Frugiuele e Nadia Jacoby: avaliação positiva da Cátedra. Foto: Divulgação

Outro reflexo positivo é na área de Economia do Esporte, destaca Frugiuele, que também coordena o Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Fiesp. “A cátedra proporcionou uma visão sobre o assunto que acabou tendo influência em uma reunião que tivemos com o ministro  [do Esporte] Aldo Rebello, o que mais tarde gerou uma comissão interministerial para a qual a Fiesp, por meio do Code, foi convidada a ter um assento”.

A expectativa para o futuro é que a Cátedra seja ainda mais efetiva, afirma Frugiuele. “Estou muito esperançoso com o trabalho para 2015, agora ainda mais forte, com mais pessoas envolvidas.”

>> Saiba mais sobre a Cátedra Fiesp-Sorbonne