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‘Fiesp e Sesi-SP se dedicaram de corpo e alma a esse projeto’, afirma diretor da Fiesp sobre ‘A Madrinha Embriagada’

Em coletiva de imprensa, Carlos Cavalcanti comenta grande procura pelos ingressos do espetáculo; evento teve participação do diretor Miguel Falabella, da equipe técnica, autores da peça original e elenco

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Com tudo pronto para a grande estreia, foi realizada nesta terça-feira (13/08) a coletiva de imprensa com os responsáveis pelo espetáculo musical “A Madrinha Embriagada”.

Participaram do encontro com os jornalistas representantes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), diretores e equipe técnica, autores da peça original e o elenco.

“Nós não podíamos estar mais contentes”, declarou o diretor titular do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra), Carlos Cavalcanti, ao falar da grande procura pelos ingressos do espetáculo. Os ingressos para as apresentações de agosto esgotaram em 36 horas depois de serem disponibilizados para reserva on-line.

“Nosso objetivo está sendo cumprido que é o de oferecer um espetáculo de primeira qualidade para atingir um público que seja tocado por essa experiência e alimente a indústria de teatro musical. A Fiesp e o Sesi-SP se dedicaram de corpo e alma a esse projeto.”

O superintendente operacional do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves, citou o espetáculo como um típico caso da chamada “pedagogia do exemplo”, conceito seguido pela instituição.

“Para começar nosso projeto educacional em teatro musical, precisávamos de uma peça como essa, um exemplo de atores, diretores, músicos e todas as manifestações artísticas”. Ele também falou sobre as outras atividades do projeto: workshops de teatro musical nas escolas do Sesi-SP e o curso de formação de atores.

Criação e adaptação

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A coletiva de imprensa do musical no Teatro do Sesi-SP: dedicação total ao projeto. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Responsável pela adaptação da peça original e diretor do espetáculo, Miguel Falabella reforçou sua emoção por fazer parte do projeto do Sesi-SP. “Quantas pessoas, que nunca foram ao teatro, virão e assistirão um musical pela primeira vez?”

O diretor também falou sobre a ideia de adaptar a peça original “The Drowsy Chaperone” para a realidade brasileira. “O musical é uma homenagem à revista musical e aos atores e profissionais de comédia musical. Como a peça se passa em 1928 e estamos na avenida Paulista, em frente ao Masp, não faria sentido fazer esse espetáculo sem mostrar o modernismo que explodiu nos anos 20 na cidade de São Paulo.”

Falabella também falou sobra a facilidade de trabalhar com o experiente e talentoso elenco do espetáculo. “Temos a nata do musical brasileiro no palco. Trabalhar com essas pessoas é como jogar futebol com profissionais. A bola vem no pé, já vem pronto para fazer o gol. Com essas pessoas desse nível e o bom material dramático que temos, tudo funciona.”

Para o autor do texto original, Don McKellar, ver a peça encenada no Brasil é a conquista de um sonho. “Os musicais dos anos 20 sempre terminavam no Brasil, porque nessa época a música brasileira começou a chegar e conquistar as pessoas nos Estados Unidos e na Europa. Para mim, estar no Brasil com esse texto é o encerramento perfeito do ciclo de ‘The Drowsy Chaperone’.”

A autora das canções originais, Lisa Lambert, disse estar ansiosa para ver a versão brasileira. “Vi duas cenas do musical e achei maravilhosas. Estou muito feliz por fazer parte desse projeto. Ainda não vi tudo, mas confesso que prefiro a tradução ‘Surpresa Fatal’ do que a versão original, ‘Toledo Surprise’.”