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Fiesp é contra aprovação da nova CPMF, a CSS

O presidente da entidade, Paulo Skaf, é contrário ao tributo e lembra que a CPMF só onerou os brasileiros e não melhorou a saúde no País

Líderes governistas anunciaram na quarta-feira (15) que pretendem retomar os debates da Contribuição Social para a Saúde (CSS), tributo a ser criado para substituir a extinta CPMF. O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), prometeu colocar o assunto em votação em agosto, ao final do recesso parlamentar.

Diante da retomada da discussão sobre o novo imposto que o governo tenta implantar desde o ano passado, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, concedeu entrevista à emissora de rádio CBN, na manhã desta quinta-feira, 16 (link do áudio mais abaixo).

Durante o programa, Skaf declarou ser contra o novo tributo para a saúde. “A medida já foi repudiada por toda a sociedade brasileira na forma da antiga CPMF, ao final de 2007. “O problema da saúde no Brasil é muito mais de gestão do que de dinheiro”, diz Skaf. “Os recursos empenhados para a área de saúde no orçamento do Governo Federal nunca são usados em sua totalidade”.

O presidente da Fiesp também deixou claro que mesmo tendo um valor de arrecadação de 0,1% sobre as movimentações financeiras, ou seja, inferior aos 0,38% da CPMF, a CSS representaria uma arrecadação expressiva, de mais de R$ 10 bilhões anuais. “O governo federal tem uma arrecadação limpa, depois de passar para estados e municípios, de R$ 650 bilhões por ano. Isso é pouco? Por que aumentar os impostos?”, questiona Skaf.

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Em 2007, foram entregues ao relator da emenda constitucional mais de 1,2 milhão de assinaturas contra a CPMF. Paulo Skaf, em apresentação técnica elogiada publicamente por Antonio Palocci, em Brasília, defendeu o fim da contribuição. Foto: Sheyla Leal

Para ele, só caberia aumentar o recolhimento a partir do momento em que a gestão da saúde estiver adequada e que todos os recursos estejam esgotados. “Além disso, a arrecadação aumentou muito, assim como os gastos públicos. A participação da arrecadação federal no PIB saltou de 22% há 20 anos, para 38% nos dias de hoje. E a sociedade ainda paga mais, de maneira particular, para ter saúde, educação, previdência e segurança”, disse Skaf.

“Com o fim da CPMF a sociedade brasileira já deixou claro que não aceita aumento de impostos. O que queremos é melhoria dos serviços públicos e, para isso, já tem uma grande arrecadação”, concluiu o presidente da Fiesp.

No ano passado, quando das primeiras iniciativas dos parlamentares governistas para criar a CSS, Paulo Skaf, em entrevista à mídia que o procurou para falar do assunto por ter sido o líder da cruzada nacional que derrubou a CPMF, disse: “CSS é mais um imposto Contra Seu Salário”, numa reinterpretação bem humorada da sigla.



Para ouvir a entrevista completa, clique aqui


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