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Fiesp defende hidrelétricas com reservatórios, diz diretor de Infraestrutura no 14º Encontro de Energia

Opção é a única fonte que combina segurança, preço módico, baixa emissão de gases de efeito estufa e que o Brasil domina a tecnologia, diz Carlos Cavalcanti na abertura do 14º Encontro Internacional de Energia

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

No discurso que abriu o 14º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o diretor do Departamento de Infraestrutura da entidade, Carlos Cavalcanti, criticou na manhã desta segunda-feira (05/08), no hotel Unique, o decréscimo, registrado nos últimos 12 anos,na construção de hidrelétricas sem reservatórios.

“A opção mais recente por hidrelétricas sem reservatórios, decorrente de políticas ambientais cada vez mais irracionais e erradas, e também de uma blindagem de áreas indígenas, que entendemos equivocadas, pode ser notada nos 42 projetos hidroelétricos leiloados nos últimos 12 anos, com potência instalada de 29 mil MW. Desses, apenas 10 pequenos projetos apresentam reservatórios, correspondendo a 7% da potência total”, disse o diretor da Fiesp.

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Cavalcanti: "A Fiesp defende as hidroelétricas com reservatórios". Foto: Everton Amaro/Fiesp


“A Fiesp defende as hidroelétricas com reservatórios, dentre  as alternativas de expansão da oferta de energia elétrica, pois é a única fonte que combina segurança, preço módico, baixa emissão de gases de efeito estufa e que o Brasil domina a tecnologia”, sustentou, afirmando ser preciso ter coragem para enfrentar esse debate.

Cavalcanti comentou ainda sobre o desfecho da campanha “Energia a Preço Justo”, lançada em 2011, no 12º Encontro de Energia da entidade.

“A Fiesp chamou a sociedade brasileira ao bom combate. Na afirmação de direitos, e da justiça, o Brasil precisa dos bons exemplos. Este é o maior motivo de orgulho da Fiesp”, disse o titular do Deinfra, elogiando a liderança do presidente da entidade, Paulo Skaf, na conquista da redução do preço da energia.

O diretor lembrou que desde o anúncio, em 2009, do novo marco regulatório do petróleo e a introdução do modelo de partilha, Fiesp posicionou-se contra a obrigatoriedade da Petrobras ser operadora única, com participação mínima de 30% nos consórcios.

“A Fiesp defende o fim desse monopólio com a diversificação de agentes, criando concorrência. Assim garante-se o preço justo, determinado por um dos mais antigos mecanismos de formação de preço: o mercado.”

“Enquanto, e se, prevalecer o monopólio, a Fiesp defende que o gás natural deve ser regulado pela ANP [Agência Nacional do Petróleo]. Isso deve ser feito com regras transparentes e pelo princípio da modicidade tarifária. Além disto, a Fiesp defende a criação de um preço único de gás nos estados supridos pelo gás importado.”

Cavalcanti disse ainda que a Fiesp defende a integração elétrica entre os países sul-americanos, visando a consolidação de um mercado comum de energia e um processo de desenvolvimento sustentável, e anunciou o lançamento, pela Fiesp, do estudo “A Regulação do Comércio Internacional de Energia: combustíveis e energia elétrica”.

Clique aqui para ler o discurso na íntegra.


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