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Fiesp defende a reindustrialização do Brasil com carbono zero

O presidente Josué Gomes da Silva destacou o papel dos bancos de desenvolvimento na agenda de sustentabilidade em evento na entidade

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp realizou nesta quarta-feira (29/6) um debate sobre o papel dos bancos de desenvolvimento na agenda de sustentabilidade para o fomento de uma economia mais produtiva, menos carbono intensiva e mais inclusiva. O evento foi aberto pelo presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, e contou com a presença do governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, e do presidente da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Rémy Rioux.

“As mudanças climáticas, com eventos cada vez mais extremos, impactam especialmente as populações mais carentes. As agências de desenvolvimento têm um olhar especial para a questão de sustentabilidade. E a Fiesp, desde o primeiro momento, tem defendido a reindustrialização do Brasil com carbono zero”, explicou Josué.

Sobre o papel dos bancos e das agências de desenvolvimento, o presidente da Fiesp lamentou a falta de apoio mais significativo para a indústria de transformação por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas destacou o olhar que a agência paulista, a Desenvolve São Paulo, confere ao setor.

“Sua atuação na indústria de São Paulo beneficia 53 mil empresas com CNPJ ativo, das quais 48 mil são micros, pequenas e médias empresas, ou seja, que precisam muito mais do apoio de agências de desenvolvimento, que proporcionam não apenas importantes impactos econômicos, mas também sociais”, discorreu Josué.

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Josué: as mudanças climáticas impactam especialmente as populações mais carentes. Foto: Karim Kahn/Fiesp

O governador Rodrigo Garcia afirmou que o Estado de São Paulo se desenvolveu respeitando o meio ambiente e que está disposto “a ouvir a indústria paulista e buscar caminhos conjuntos para superar os desafios”. E o presidente da Desenvolve São Paulo, Sergio Suchodolski, disse que a agência trabalha para coordenar a mobilização de recursos e conhecimento técnico.

Fiesp e Desenvolve SP entendem que a articulação entre setor privado, governo e sociedade civil é fundamental para que os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Agenda 2030 da ONU sejam atingidos.

Em sua intervenção, Rémy Rioux destacou que atualmente há uma fragmentação de bancos de desenvolvimento, mas lembrou que ainda que tenham diferentes escopos, pela primeira vez têm mandato e meta comuns. “Com isso, a discussão entre todos consegue estar estruturada em nível global”, explicou. “O papel dos bancos de desenvolvimento é financiar o que não pode ser financiado e investir onde ninguém mais está investindo”.

Os comentários foram da chefe da Divisão de Instituições Financeiras e Mercados do New Development Bank, Maria Netto, da conselheira emérita do Cebri e ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do presidente do Banco de Desenvolvimento FONPLATA, Juan Notaro, e do presidente do Conselho Superior da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp, Luciano Coutinho. O evento foi transmitido pelo canal da Fiesp no YouTube e pode ser assistido na íntegra aqui.

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Rioux: o papel dos bancos de desenvolvimento é investir onde ninguém mais está investindo. Foto: Karim Kahn/Fiesp