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Feirão do Imposto alerta população sobre malefícios da alta carga tributária no país

Evento promovido pela Fiesp, Ciesp, Conaje e movimento nacional de empresários acontece neste sábado (15/09) em 200 municípios de 18 Estados brasileiros

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 70% da população brasileira não sabem que pagam impostos em itens de alimentação, remédios, veículos e bebidas e, muito menos, o seu impacto no custo do salário mínimo. Os dados foram divulgados pelo coordenador Nacional do Feirão do Imposto, Tiago Coelho, durante o lançamento da 10ª edição do Feirão do Imposto, realizado nesta terça-feira (11/09), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

O evento contou com a participação do presidente em exercício do Ciesp, Rafael Cervone; do ex-ministro de Infraestrutura e ex-presidente da Embraer e Petrobrás, Ozires Silva; do coordenador do Movimento Brasil Eficiente (MBE), Carlos Schneider; do presidente da Confederação Nacional dos Jovens Estudantes (Conaje), Marduk Duarte; do diretor do Núcleo Jovens Empreendedores do Ciesp (NJE), Tom Coelho; e do diretor-titular-adjunto do Comitê dos Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE), Marcos Zekcer.

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Rafael Cervone: "Temos que trabalhar por uma desoneração forte e não podemos continuar aceitando isso". Foto: Everton Amaro

Rafael Cervone ressaltou o empenho da Fiesp e do Ciesp, por meio do presidente Paulo Skaf, na luta por uma carga tributária mais justa. Cervone parabenizou os representantes do Conaje e os membros do NJE e CJE por conscientizar a população sobre o quanto a carga tributária representa no dia a dia da sociedade brasileira.

“Esse evento é fundamental para esclarecer a população e, mais do que isso, reduzir esta carga tributária. Nós temos que trabalhar por uma desoneração forte e não podemos continuar aceitando isso”, afirmou Cervone.

De acordo com o presidente da Conaje, Marduk Duarte, a realização da 10º edição do Feirão do Imposto – marcada para este sábado (15/09) em 200 municípios de 18 Estados brasileiros; no Estado de São Paulo a mobilização acontecerá nesta sexta-feira (14/09), à partir das 9h, em frente ao prédio da Fiesp – só foi possível graças à mobilização das entidades de classes e representantes da indústria de todo o país.

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Marduk Duarte, presidente do Conaje. Foto: Everton Amaro

“Está na hora de abrir este debate para toda a população. Eu tenho certeza de que com o apoio da sociedade, das entidades da indústria e de outros setores, todos unidos, vamos conseguir um resultado mais rápido”, salientou Duarte.

Desoneração do ensino

O ex-ministro Ozires Silva lembrou que o Brasil é um dos únicos no mundo que concede tributos na área educacional. Para ele, esta “medida equivocada” contribui para que o país perca espaço no mercado internacional.

“É um disparate tão grande tributar a educação. O país dá um tiro no pé do cidadão no instante em que ele está sendo preparado para se tornar um grande cidadão, pagador de imposto; ele acaba sendo derrubado pela própria tributação”, avaliou Silva. “Com essa estrutura educacional e incapacidade que estamos transmitindo para cada brasileiro nós não vamos construir o país que sonhamos.”

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Ozires Silva, ex-ministro de Infraestrutura. Foto: Everton Amaro

O ex-ministro acredita que a mobilização dos jovens empreendedores contribuirá para a adoção de políticas de qualidade de vida para as próximas gerações. “Fico triste de ver que o Brasil está sem plano de futuro, sem projeto, sem saber para onde ir. Nós precisamos mudar este país para assegurar às próximas gerações uma qualidade de vida que nós, agora, não estamos podendo desfrutar”, disse.

Para Carlos Schneider, coordenador do MBE, o evento ajudará a conscientizar a população sobre os malefícios da carga tributária, que, por sua vez, cobrará do governo transparência a correta aplicação destes recursos.

“Se a população for esclarecida, ela pode ser parceira neste esforço”, ressaltou. E completou: “O Brasil não tem senso de urgência para entender os problemas e resolver no tempo certo. À medida que a gente consiga melhorar a eficiência da gestão pública, o governo precisará de menos recursos”.