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Exposição no Centro Cultural Fiesp permite ver de perto ‘força criadora de um povo que não se abate’, avalia professor de artes visuais

A convite do site da Fiesp, Nelson Rodrigues, do Centro Universitário Belas Artes, visitou a mostra Grandes Mestres da Arte Popular Ibero- Americana e fez as suas considerações sobre a iniciativa

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

“Exposições como essa dos ‘Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana’ permitem ver de perto a força criadora de um povo que não se abate, apesar das mais duras condições em que vivem”. A afirmação é do professor do Curso de Artes Visuais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Nelson Rodrigues,  convidado para apresentar sua visão de especialista sobre a exposição homônima em exibição até o dia 19 de janeiro de 2014, na Galeria de Arte do Sesi-SP. O espaço fica no Centro Cultural Fiesp, na sede do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista.

“Na exposição, é feito um resgate da herança cultural que forma a nossa identidade e reforça, em cada um de nós, o sentido de pertencimento a uma comunidade e a uma cultura sincrética, produto da fusão de várias tradições culturais”, explica o professor.

Ala da exposição Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana: resgate da herança cultural que forma a nossa identidade. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Ala da mostra Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana: herança cultural. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


As mais de 2.300 peças, de cerca de 600 artistas da América Latina, Espanha e Portugal, foram reunidas em parceria com o Fomento Cultural Banamex, do México. E chamam atenção não só pela quantidade, mas também pela diversidade de materiais, estilos e técnicas usadas.

As preferidas de Rodrigues são as obras que refletem as culturas pré-colombianas, vindas do México, Peru e Bolívia, além do Brasil. Nesses trabalhos, o professor destaca as cores e a qualidade técnica, segundo ele uma das principais diferenças entre o artesanato que encontramos em feiras e as obras que são selecionadas para estar em uma galeria de arte, por exemplo.

“Objetos que incorporam a complexidade das técnicas ancestrais, uma herança cultural, valores simbólicos tradicionais e ainda buscam a beleza para além de sua função utilitária, são objetos de arte”, afirma o professor, que admite ser polêmica a distinção entre arte popular e artesanato.

Peças de diferentes países compõem a mostra: cores e qualidade técnica destacadas. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Peças de diferentes países compõem a mostra: cores e qualidade técnica destacadas. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


No Brasil, de acordo com Rodrigues, existem diversas iniciativas que colaboraram com a revitalização da arte popular. Como resultado, hoje podemos afirmar que há “uma preocupação sistemática com a arte popular e, sobretudo, em mostrá-la e divulgá-la, apoiando os nossos artistas”, explica.

Rodrigues: após analisar a exposição, “insistência” para que os alunos visitem a mostra. Foto: Arquivo Pessoal

Rodrigues: após analisar a exposição, “insistência” para que os alunos visitem a mostra. Foto: Arquivo Pessoal

Nesse ponto, o professor ressalta o papel da Fiesp e do Sesi-SP, que não só promovem a exposição, mas “têm impulsionado iniciativas para aproximar designers e artesãos e qualificar seus objetos sem, no entanto, interferir e transgredir os fundamentos de suas tradições e herança cultural.”

Do conjunto de obras expostas, o especialista destaca os objetos de cerâmica e os têxteis, “modalidades muito características da América Latina, com maior variedade de exemplos e que preservam mais claramente as tradições indígenas.”

Concluída a sua visita, Rodrigues elogia a exposição. E promete reforçar a recomendação aos seus alunos. “Estou insistindo para eles virem” afirma o professor, que só lamenta o espaço da galeria não ser maior.

Serviço

Exposição Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana
Local: Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô).
Período expositivo: De 15 de outubro de 2013 a 19 de janeiro de 2014 – Diariamente, das 10h às 20h.
Classificação indicativa: Livre
Informações: (11) 3146-7405 e 7406
Agendamentos de grupos e escolas: (11) 3146-7396, de segunda a sexta, das 10h às 13h e das 14h às 17h.
Entrada gratuita.
Espaços com acessibilidade.