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Exemplo de Cidades Sustentáveis são discutidos em evento na Fiesp

Geração de energia por meio da gestão do lixo e transporte coletivo "verde" são soluções em prática em São Paulo

Agência Indusnet Fiesp

O secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura do Estado de São Paulo, Eduardo Jorge, foi um dos convidados do evento

Diálogo sobre Economia Verde e Cidades Sustentáveis: Rumo à Rio+20, e que apresentou uma série ações adotadas na cidade para melhoria da qualidade ambiental.

O secretário destacou que economia verde é o caminho do mundo tomou neste século 21 com o término do capitalismo versus socialismo, e pensar-se em erradicação da pobreza, um dos temas do debate, é um grande avanço. Ao contrário do que se acredita, os centros urbanos contribuem para proteção do meio ambiente nas regiões rurais e de florestas, por exemplo com o consumo da madeira legal ou certificada. Além disso, segundo o secretário, o Brasil está bem à frente de muitos países na questão de produção de energia com o agronegócio, e pode se destacar ainda mais com inovação.

Gestão

Outra grande contribuição que as cidades têm dado para minimizar o aquecimento global e promover a sustentabilidade é a gestão de seu lixo, da urbanização e do transporte. Eduardo Jorge relembrou que a cidade de São Paulo, em 2005, ao reconhecer o aquecimento global como um problema ambiental grave, passou a tomar uma série de ações efetivas. Entre as quais, a captação de metano nos aterros sanitários, que se tornou fonte de geração de energia elétrica para a população, e a substituição gradual do petróleo na frota de transporte coletivo. Atualmente, 9% da frota paulista está livre de petróleo (mais de mil ônibus).

O secretário também afirmou que uma das soluções para urbanização e para áreas de riscos nas cidades é o conceito de compactação e verticalização que, apesar de algumas críticas geradas em torno do tema, deve ser considerado.

Sobre esse tema, a arquiteta Carolina Bueno, do Escritório de Arquitetura Triptyque, pontuou a necessidade de pensar o que queremos para as nossas cidades nos anos futuros, em termos de patrimônio histórico e do próprio bem-estar da nossa população. “Temos que pensar no prazer de se morar.”