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Estudo do Construbusiness alerta vulnerabilidade de obras públicas

Dados preliminares do evento, que ocorrerá em novembro, apontam para entraves que precisam ser solucionados

Agência Indusnet Fiesp

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José Carlos de Oliveira Lima, diretor-titular do Deconcic. Foto: Kenia Hernandes

A Fiesp lançará, no dia 29 de novembro, a 9ª edição do Construbusiness. Neste ano, o evento traz propostas com foco na habitação e infraestrutura para até 2022. Os estudos com os levantamentos setoriais ficarão a cargo da Fundação Getúlio Vargas e da LCA Consultoria.

Dados preliminares das entidades avaliaram que, apesar das boas condições macroeconômicas que favorecem o desenvolvimento sustentável, o País ainda carece de algumas condicionantes para dar continuidade ao crescimento econômico.

“Não se trata mais de um projeto de governo, mas sim de Estado. Um projeto que vai além das obras necessárias à realização da Copa do Mundo e da Olimpíada”, argumentou José Carlos de Oliveira Lima, diretor-titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp que completou: “Precisamos estar alertas às oportunidades para melhor conduzir o Brasil”.

Dentre os entraves na habitação, a versão preliminar dos relatórios aponta:

  • Crescimento da demanda por mão de obra maior do que oferta;
  • Elevação do custo de mão de obra;
  • Perfil de crescimento sem grandes aumentos globais de produtividade;
  • Risco de desindustrialização ou desintegração em alguns setores;
  • Energia mais cara para a produção.Dentro do foco em infraestrutura, os estudos apontam gargalos como:
  • Baixa qualidade dos projetos existentes, por falta de planejamento;
  • Paralisação das obras: insegurança jurídica;
  • Maior independência das agências reguladoras;
  • Falta de planejamento provoca tanto escassez de projetos quanto diminuição do estoque atual;
  • A falta de um tratamento mais uniforme e transparente para o licenciamento ambiental;
  • Informações insuficientes ou mal especificadas nas licitações;
  • Necessidade de aceleração do processo de universalização do saneamento: água, esgoto, drenagem resíduos sólidos. O estudo apontou que 23 milhões residências ainda carecem de acesso ao esgoto.

Riscos

O dirigente da Fiesp ressalta que apesar de o País apresentar um menor grau de vulnerabilidade, ainda amarga as últimas posições em eficiência da infraestrutura doméstica. Dados do World Economic Forum mostram que o Brasil, num ranking de 22 países, está na 18ª colocação geral.

Em rodovias e ferrovias, a eficiência brasileira fica no penúltimo lugar, ao lado da Colômbia. Em portos, o Brasil está na lanterna. O único destaque positivo, em uma comparação internacional, é a qualidade da oferta de energia, onde aparece na 12ª posição.

Para Oliveira Lima, as propostas do Construbusiness podem elevar o ranking brasileiro e colocar o País entre os cinco mais eficientes em infraestrutura, próximo ao Japão e Coréia do Sul. “Se conseguirmos eliminar a ineficiência pública, até 2022 conseguiremos elevar a posição brasileira”, concluiu o diretor da Fiesp.