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Especialistas discutem projetos de infraestrutura para os grandes eventos esportivos

O programa Porto de Santos 24 horas também esteve em pauta na reunião mensal do Consic, nesta 3ª feira, 16

Agência Indusnet Fiesp

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José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic/Fiesp

Em reunião, nesta terça-feira (16), na Fiesp, José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp e presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) , falou sobre importantes temas como o Seminário Construbusiness Internacional (Congresso Brasileiro da Construção em Paris). O projeto sofrerá adequações, focando em habitação e infraestrutura, planejamento familiar, novas tecnologias e principalmente investidores nacionais e internacionais. “São projetos importantes e que faremos acontecer para mostrar um país em crescimento”, incentivou.

Oliveira Lima fortalece o coro daqueles que recomendam o Brasil ao investidor estrangeiro. Para ele, o País se encontra em uma situação muito atrativa ao olhar externo: “O Brasil hoje é mais seguro e tem estabilidade econômica e política, isso está provado. Também está mudando de uma forma incrível, por isso precisamos de investidores”.

Batimat 2011

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Marie-Angie Joarlette, diretora da Promosalons Brasil

Marie-Angie Joarlette, diretora da Promosalons Brasil, falou sobre a maior feira da Construção Civil do mundo, a Batimat 2011, lembrando que neste ano teremos o Brasil como país homenageado e com uma grande expectativa de público em relação a 2009, quando o evento contou com a presença de mais de 1.500 brasileiros. A feira oferece seminários, congressos, visitas técnicas e cursos na Sorbonne (clique aqui para mais informações).

Estádio

“O Maracanã é o ícone do futebol brasileiro. Se ele não estiver ao alcance das novas arenas, vai virar ruína”, avaliou Ícaro Moreno Júnior, presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro, sobre a polêmica com o Ministério Público Federal que, recentemente, entrou com uma ação na Justiça solicitando a paralisação da reforma do teto do estádio e a reconstrução da antiga marquise, demolida.

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Ícaro Moreno Júnior, presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do RJ

Com um custo estimado em R$ 930 milhões, a nova arena esportiva contará com arquibancadas inclinadas e retráteis, próximas do campo. Além disso, o estádio contará com um novo sistema de segurança, o que garantirá a segurança dos 80 mil torcedores.

“Apesar das mudanças, a alma do Maracanã permanece. Ele ficará moderno, terá segurança. Vamos atrair a classe média aos estádios”, analisou o palestrante. De acordo com Moreno Júnior, 2.300 homens trabalham, dia e noite, para concluir a reforma do Maracanã, prevista para dezembro de 2012. O estádio sediará partidas das Copas das Confederações, em 2013.

Guilherme Furegato Mattar, secretário-adjunto de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, acredita que os investimentos em obras de infraestrutura para os grandes eventos esportivos marcam o inicio de uma era de prosperidade que beneficiará todo o Brasil.

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Guilherme Mattar, secretário-adjunto de Relações Internacionais da Prefeitura de SP

Segundo Mattar, o governo paulista intensificou esforços nos últimos anos, a fim de atrair novos investidores para obras de mobilidade urbana e infraestrutura, com a organização de missões para 50 países diferentes, visitas de 380 delegações internacionais e a participação em feiras de investimentos.

Infraestrutura

José Cândido Senna, coordenador-executivo do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do estado de São Paulo e da Associação Comercial de São Paulo, explanou sobre o projeto Porto de Santos 24 horas.

Conforme Senna, o grande fluxo de embarque e desembarque de contêineres, somado à limitação do horário de atendimento dos órgãos anuentes, contribui para o moroso processo de liberação, que demora, em média 17 dias. Um prazo alarmante se comparado a portos internacionais como os Asiáticos e dos Estados Unidos, com tempo inferior a 24 horas.

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José Cândido Senna, coordenador-executivo do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do estado de São Paulo

“Não adianta o porto ficar aberto 24 horas. Diversas operações dependem de outros órgãos. Precisamos sensibilizá-los para estenderem o horário de trabalho, a medida reduziria o tempo de espera e os custos de operação para o exportador”.

Segundo o palestrante, as obras de infraestrutura dependem dos recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) para serem concluídas. “Precisamos que esse projeto seja cumprindo a risco, caso contrário as consequências serão avassaladoras”, analisou.

Fundo Setorial

Durante o encontro,  a criação do Fundo Setorial da Construção Civil para Desenvolvimento Tecnológico (Cide) – Construção Civil foi amplamente discutida pelos participantes. Inicialmente, as entidades presentes na reunião  mostraram-se contra a criação dentro dos parâmetros propostos pelo governo.

Dentro da complexidade do assunto, José Carlos de Oliveira Lima propôs a criação de um grupo de trabalho, que será coordenado pelo Sr. Melvyn Fox (Abramat) e pelo Sr. Luciano Amadio (Apeop), o que foi aprovado pelos presentes.

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Leia aqui a íntegra da palestra de José Cândido Senna