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Especialistas defendem utilização de sistema dutoviário no transporte de combustíveis

Nos EUA, esse tipo de sistema é utilizado quase 50 vezes mais do que nos países que integram o BRIC

Adriana Santos, Agência Indusnet Fiesp

O alto valor de investimento inicial para a implantar dutoviários é compensado pelo custo operacional baixo, o que faz do meio uma alternativa competitiva.

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Tupinambá Machado, da Transpetro. Foto: Luis Benedito/FIESP


A conclusão tem o consenso de Tupinambá Machado (Transpetro) e Ricardo Levy (Odebrecht Agroindustrial), ambos participantes do painel “Expansão do Sistema Dutoviário no Brasil”, agenda do final da manhã de terça-feira (08/05) durante o 8º Encontro de Logística e Transporte da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Coordenado por Ruy Bottesi, diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, o painel abordou prós e contras desse meio de transporte, tanto na visão de quem implanta esse sistema como de quem o utiliza.

Em sua apresentação, o representante da Transpetro, Tupinambá Machado, mostrou a evolução do sistema dutoviário no Brasil, que teve grande expansão na década de 90. “Esse meio de transporte passa a ser competitivo quando tem movimentação superior a 2.000m³/dia em uma malha de 100km”, esclareceu o palestrante.

Machado listou uma série de vantagens na utilização desse modal como a operação contínua, independente das condições climáticas. Além disso, o baixo impacto ambiental e a simplificação da carga e descarga entram na lista dos prós.

Apesar de apresentar vantagens, menos de 5% da necessidade de carga é transportada por duto no Brasil. Mas as oportunidades de crescimento apontadas são muitas, especialmente nos mercados do interior com áreas de alta produção agrícola que demandam elevado consumo de diesel.

Odebrecht Agroindustrial

Ricardo Levy, diretor de Logística e Planejamento de Energia da Odebrecht Agroindustrial, falou de benefícios de quem utiliza – ou passará a utilizar até 2015 – o transporte do etanol via dutos por meio do ousado projeto Logum, cujo trajeto terá início em Paulínia (SP) até Jataí (GO). “Com os dutos, você consegue criar uma operação estável e controlada, com menor tempo de entrega”, afirma Levy.

O Logum, que faz parte do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), terá capacidade de transportar até 20 bilhões de litros Etanol, o que representa mais de 50% da produção da Odebrecht Agroindustrial. Outra vantagem apontada pelo diretor será a redução de aproximadamente 45 mil viagens de caminhões das usinas da companhia para São Paulo, maior consumidora do combustível.

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