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Especialista destaca queda do número de consultas preventivas

Live Outubro Rosa esclareceu dúvidas sobre o câncer de mama e incentivou hábitos saudáveis na prevenção da doença

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

No mês de prevenção ao câncer de mama, Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP realizaram uma live na tarde de segunda-feira (25/10) para abordar o tema. Para ver o debate na íntegra, basta clicar aqui para acessar o canal da Fiesp no YouTube.

A coordenadora de Saúde e Bem-Estar do Sesi-SP, Débora Inglesi, mediou o bate-papo com a presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, e o diretor-adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia (ComSaude) da Fiesp, Paulo Henrique Fraccaro, que também é superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo).

Anualmente, cerca de 8 mil dos casos de câncer de mama, no Brasil, estão relacionados a fatores comportamentais, como consumo de bebidas alcoólicas, excesso de peso, não ter amamentado e inatividade física. Por isso, é necessário alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Para a palestrante Luciana Holtz, quanto mais informação as pessoas tiverem, maior será o comprometimento com o cuidado.

“Depois do câncer de pele, o de mama é o mais incidente na população feminina. São 180 novos casos por dia, com sete casos por hora e uma morte a cada trinta minutos. O câncer é uma doença democrática, que atinge todo mundo. Não tem faixa etária, nem cor, nem nível sócio-econômico. Todos estamos expostos”, disse Holtz.

Alguns fatores de riscos apontados por ela são os maus hábitos alimentares, obesidade e histórico familiar. Embora a prevenção seja para todos, o grupo priorizado pelo Ministério da Saúde é o de mulheres acima de 50 anos. “Mais que conhecer o histórico familiar relacionado ao câncer, é preciso compartilhar essa informação com o seu médico. 10% dos casos de câncer de mama têm origem hereditária. Outro ponto fundamental é adotar boa alimentação e combater a obesidade”, lembrou.

Com a autoridade de quem venceu um tumor, o diretor Fraccaro ressaltou a necessidade de ter esperança e buscar ajuda. “A luta é grande, mas é possível vencer a doença, com prevenção. As pessoas têm medo de falar e escondem sua condição. E não precisa ser assim”.

Holtz destacou um dado alarmente sobre a prevenção, ao dizer que durante a pandemia muitas pessoas deixaram de realizar suas consultas. “Mais de 1,5 milhão de mamografias deixaram de ser feitas, o que também aconteceu com os exames de Papa Nicolau. Não se pode esquecer da prevenção”.

Confira aqui a live na íntegra.