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Entrevista: Reinaldo Colucci comenta sobre sua participação nos Jogos Olímpicos

Triatleta, 36º na prova, diz que precisa melhorar na natação para aumentar suas chances no Rio-2016

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Colucci em ação no Hyde Park, local da prova de triatlo nos Jogos Olímpicos de Londres.

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

Não foi dessa vez. Com o tempo de 1h50m59, o brasileiro Reinaldo Colucci, atleta do Sesi-SP, terminou em 36º lugar no triatlon dos Jogos Olímpicos de Londres, em prova na manhã de terça-feira (07/08) no Hyde Park.

Colucci cruzou a linha de chegada quatro minutos e 34 segundos após o medalhista de ouro, Alistair Brownlee, bicampeão mundial, que completou a prova em 1h46m25. Sua maior deficiência – como ele próprio reconhece – foi no percurso de 1,5km de natação, em que saiu das águas apenas na 50ª posição entre 55 competidores. Nos 43km de ciclismo e 10km de corrida, ele se saiu melhor, mas não o bastante para colocar-se em condições de brigar por medalha.

Nessa rápida entrevista por e-mail, Colucci analisa seu desempenho e comenta o que precisa melhorar para a próxima edição dos Jogos, no Rio de Janeiro, em 2016.

Confira a entrevista:

Como você compara sua participação nos Jogos Olímpicos de Londres-2012 em relação Pequim-2008?

Sem dúvida, o nível técnico da prova de Londres foi bem superior ao de Pequim. Não estou em nenhum aspecto satisfeito com meu desempenho, da mesma forma que não fiquei quatro anos atrás, pois tenho certeza de que posso realizar uma prova muito melhor. Cometi alguns erros no início da natação, que comprometeram todo o restante da minha competição. Hoje, mais do que nunca, o triathlon não permite que alguma modalidade seja falha. Dessa forma, mesmo me recuperando um pouco durante o ciclismo, não fui capaz de brigar por posições melhores na corrida.

Que aprendizado você pega destas duas edições para os jogos de 2016, no Rio?

Devo investir mais na minha natação. Hoje, eu tenho armas para brigar no ciclismo e na corrida. Porém, quando não realizo uma boa natação, acabo gastando minhas armas para tentar me recuperar. E isso compromete todo o meu desempenho. A partir do momento que eu conseguir nadar mais à frente do grupo, vou passar, então, a usar minhas maiores forças para controlar a prova e, sem dúvida, vou brigar pelas posições da frente.

Quais os próximos passos e competições?

No final desse mês de agosto eu competirei em Lausanne, na Suíça, no Mundial Militar de Triathlon.