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Energia: Paulo Skaf reforça necessidade de governo decidir ainda em 2012 sobre leilões

Em coletiva de imprensa, presidentes da Fiesp e do Sistema Firjan pedem mais transparência nas contas, diminuição de impostos e definição sobre leilões até o fim desse ano

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

A realização dos leilões para as concessões do setor de energia elétrica, cujos contratos vencem em 2015, tem que ser definitivamente resolvida até o final deste ano, defendeu nesta segunda-feira (06 /08), na capital paulista, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, em coletiva de imprensa, logo após a abertura do 13º Encontro Internacional de Energia.

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Da esquerda para a direita: Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, Paulo Skaf e Carlos Cavalcanti


Skaf elogiou o anúncio do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de que o governo pretende retirar encargos que podem levar a descontos de 10% nas taxas de energia, mas alertou: “É uma notícia muito boa essa redução de taxas em 10%, mas isso não tem nada a ver com os 20% do preço da energia”.

“Se antes, só por conta dos leilões, a baixa do preço da geração, transmissão e distribuição refletia um desconto em torno de 20% na conta de luz de todos os brasileiros, agora, com os 10% de encargos e taxas reduzidas, chegaremos a 30%. E isso tem um reflexo positivo também para a competitividade do país”, enfatizou o presidente da Fiesp e Ciesp.

Skaf ressaltou, no entanto, que é importante distinguir a retirada de impostos da redução do preço de energia por conta da realização dos leilões, e também da desindexação da economia.

Skaf explicou, ainda, que oferecer esclarecimento de grandes juristas à sociedade foi o principal objetivo do convite feito a três ex-ministros do Supremo Tribunal Federal [Nelson Jobim, Ellen Gracie e Sydney Sanches] para participar do evento.

Eduardo Eugenio, da Firjan: interesse é da sociedade

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Sistema Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, comentou o motivo pelo qual a Fiesp e o Sistema Firjan estão unidas desse tema.

“Enquanto o governo tem dificuldade do diálogo, se eu entendi bem, nós aqui somos duas entidades fortes que representamos juntos mais de 75% do parque empresarial e industrial brasileiros, e que temos um ponto de vista que concerne o interesse não só da indústria, mas de toda a sociedade. Por este motivo, convidamos os [ex-]ministros [do Supremo] aqui para nos iluminar. Numa democracia, são mais que fundamentais o diálogo e a discussão”.

Carlos Cavalcanti, diretor do Deinfra/Fiesp: TCU deve acompanhar discussões

Em sua participação na entrevista coletiva, o diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Carlos Cavalcanti, enfatizou a importância da transparência das informações. “Suponho que o governo conheça dados que a sociedade desconhece. O que eu acho grave.”

A posição da Fiesp é que se realize um processo de consultas publicas. Segundo Cavalcanti, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem que vir a público e explicar seu entendimento sobre os cálculos e submetê-los a uma discussão pública.

“Além disso, nós vamos exortar o TCU [Tribunal de Contas da União] a acompanhar esses processos e os critérios.”