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Encontro na Fiesp destaca desafios e soluções que serão debatidos na Rio+20

Representantes da indústria, especialistas e governo realizam diálogo sobre economia verde, erradicação da pobreza e desenvolvimento sustentável

Agência Indusnet Fiesp

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João Guilherme Sabino Ometto, 2º vice-presidente da Fiesp: "Há três décadas a Fiesp se mobiliza na questão do meio

Em 1992, representantes de vários países e setores da sociedade se reuniam, no Rio de Janeiro, na Conferência das Nações Unidas para discutir os rumos das ações do homem para preservação do meio ambiente e da vida na Terra.

Vinte anos depois, em 2012, mais uma vez se dará a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – a Rio+20 –, na qual se abordará os avanços nas questões ambientais e de desenvolvimento humano.

Nesta terça-feira (21), na Fiesp, representantes do setor produtivo, especialistas, universidades e Ministério das Relações Exteriores (MRE) se reuniram para debater os principais temas da Rio+20, com foco na economia verde no contexto da erradicação da pobreza e do desenvolvimento sustentável e também e os desafios do desenvolvimento urbano com cidades sustentáveis.

Mobilização da indústria

Na abertura do evento, o segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, ressaltou o papel da indústria e da Fiesp que, há três décadas, vem exercendo seu poder de mobilização para avançar nessas questões de proteção ao meio ambiente, não só por meio de sua própria atuação sustentável, como por seu envolvimento em benefício da sociedade.

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Luiz Alberto Figueiredo Machado, do MRE: "A Rio+20 pretende não comemorar 20 anos da Eco92, mas pensar no mundo daqui a 20 anos"

Entre as ações da Fiesp desenvolvidas pelo seu Departamento de Meio Ambiente ao longo desse tempo, Ometto ressaltou que há 13 anos é realizada a Semana Fiesp/Ciesp de Meio Ambiente, há 17 anos o Prêmio de Mérito Ambiental e há seis anos o Prêmio de Conservação e Reúso da Água.

Destacou também a atuação do Ciesp em todo o Estado nesse assunto, assim como a atuação de outras instâncias da entidade nesse tema, como o Conselho Superior de Meio Ambiente; o Comitê de Responsabildade Social; a Câmara Ambiental da Indústria Paulista, criada há nove anos; e o Comitê de Mudança do Clima, recentemente criado.

Para o empresário, a atuação da indústria hoje demonstra seu amadurecimento nas questões ambientais. “É uma situação irreversível o comprometimento da indústria na preservação do meio ambiente e na proteção social. Um exemplo disso foi dado em Cubatão, que há 15 anos não registra níveis críticos de poluição”, pontuou.

Diálogo

O embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral do Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, enfatizou que não é por acaso essa iniciativa conjunta da Fiesp e MRE em promover esse diálogo: “A Rio+20 pretende não comemorar 20 anos da Eco92, mas pensar no mundo daqui a 20 anos”.

O embaixador relembrou que nos últimos dias 20 anos não foram atendidas as três premissas básicas do desenvolvimento sustentável, mas que, em 2012, é esperado que se busque coletivamente as soluções nos três pilares econômico, social e ambiental. “Sustentável é uma característica intrínseca ao desenvolvimento. O pilar ambiental é fundamental, assim como os pilares econômicos e social”, destacou.