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Empreendedor verde vai preservar o meio ambiente, diz ministro de Minas e Energia

Adolfo Sachsida participou da abertura de evento sobre mineração, na Fiesp

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

Para o presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, o Brasil é uma potência em diversos segmentos econômicos, e não é diferente no campo da mineração. Modernizar a legislação do setor “permitirá que todos os empresários e também os investidores possam explorar toda a potencialidade da área mineral do Brasil”, disse ele durante a abertura do Fórum Brasileiro de Investimentos em Mineração, realizado na sede da Fiesp na quinta-feira (4/8).

Com o objetivo de promover investimentos em mineração no país, o evento promovido pela Rede InvestMining teve a participação do ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, que anunciou a criação do programa Empreendedor Verde, que buscará a valorização da mineração ambientalmente responsável e que traga impactos sociais positivos. “O que destrói o meio ambiente é a ilegalidade. O empreendedor verde vai preservar o meio ambiente”, afirmou o ministro.

O respeito ao meio ambiente aliado à geração de recursos para a sociedade, de acordo com Sachsida, será o norte para a área de mineração. Em relação à energia, o lema que deverá ser seguido é que o consumidor vem em primeiro lugar. “A energia precisa ser limpa, segura e barata”, de acordo com ele.

O recém-criado Conselho Nacional de Política Mineral foi citado por Sachsida como instrumento que reunirá membros de todos os ministérios com o intuito de destravar ideias, avançar sobre consensos e facilitar a viabilização de projetos. Em relação ao mercado financeiro, o ministro anunciou a criação de 14 novos instrumentos do mercado de capital e novos instrumentos para mineração e energia, nos mesmos moldes do Fiagro, bem como Letras de Risco de Seguro.

O diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES, Bruno Aranha, ressaltou o momento de transição energética que o mundo atravessa. Disse que o nível de investimento a ser realizado nos próximos 15 anos será de mais de US$ 1,5 trilhão em mineração e que o Brasil precisa se preparar para o desenvolvimento de projetos, para os quais o acesso ao crédito é fundamental.

No entendimento do presidente da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), Luis Mauricio Ferraiuoli Azevedo, o Brasil é muito bem-vindo, mas pouco entendido pelo investidor de mineração. “Temos não apenas potencialidade, mas principalmente a capacidade de fazer. E este evento ajudará a mostrar isso”, afirmou.

Por fim, o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração  (IBRAM), Raul Jungmann, afirmou que a mineração brasileira é uma das maiores do mundo, com faturamento de R$ 339 bilhões no ano passado e contribuição de R$ 117 bilhões em impostos recolhidos, e que o setor tem compromisso com a sustentabilidade e a preservação.

“A questão ambiental, incluindo a descarbonização, é essencial para o futuro do Brasil. 73% na nossa produção é de ferro, o que é bom, mas é ao mesmo tempo um desafio. Precisamos identificar minerais críticos e fomentar o financiamento, inclusive para ter êxito em uma economia de baixo carbono”, concluiu.

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Sachsida: meio ambiente aliado à geração de recursos para a sociedade será o norte para a área de mineração. Foto: Karim Kahn/Fiesp