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Embargo americano sobre Cuba deve acabar em breve, prevê diretor da Fiesp

Em encontro sobre possibilidades de investimentos no país caribenho, Thomaz Zanotto, titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior, reafirma necessidade de o Brasil entrar em novos mercados

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Empresários com interesse em investir em Cuba se reuniram na tarde desta terça-feira (23/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para conhecer oportunidades surgidas com a implementação da nova lei de investimento estrangeiro no país caribenho, que entrou em vigor no primeiro semestre deste ano.

Para o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, que coordenou o encontro, Cuba passa por alterações importantes, que representam oportunidades para empresas brasileiras que queiram projetar sua presença no mercado da Bacia do Caribe.

Segundo ele, o embargo comercial dos Estados Unidos sobre o país deve acabar em breve. O fato pode tornar Cuba um importante polo comercial, em sua visão.

Zanotto: Cuba como porta para o Brasil no Mar do Caribe. Foto: Hélcio Nagamine

Zanotto: Cuba como porta para o Brasil no Mar do Caribe. Foto: Hélcio Nagamine

“Há 30 anos, a China abriu a economia. Empresários que acreditaram nisso tiveram resultados excepcionais. Entendo que isso já está acontecendo em Cuba”, opinou.

Na visão do diretor da Fiesp, Cuba tem atrativos interessantes para empresas e indústrias brasileiras que queiram ingressar na região. “Cuba tem particularidades, 11 milhões de pessoas com educação e saúde, um mercado consumidor em potencial”.

De acordo com Zanotto, a presença comercial brasileira na região é fraca. Ele ressaltou a necessidade de o país investir em mercados estrangeiros. “O Brasil precisa voltar a exportar, uma vez que o mercado interno dá sinais de saturação. Investir agora em Cuba é uma oportunidade única”, analisou.

Clima de transparência

Com a Lei de Investimento Estrangeiro, que entrou em vigor no primeiro semestre deste ano, Cuba espera atrair capital internacional. E o Brasil é um dos alvos. “A promoção do investimento exterior é uma ação de conotação estratégica”, explicou René Capote Forzate, cônsul comercial de Cuba em São Paulo, um dos participantes do encontro.

“A lei busca atrair investimento estrangeiro para desenvolvimento econômico interno do país, estimulando consumo do mercado interno e bem estar social”, reforçou Capote Forzate.

Segundo o cônsul comercial de Cuba em São Paulo, Cuba espera ganhar a confiança de investidores com um clima de transparência, regras claras e incentivos, em um ambiente que favorece o investimento, com incentivo fiscal, estabilidade política e recursos humanos qualificados.

Para Vladimir Guilhamat, diretor titular adjunto do Derex, as mudanças das leis dão garantias de investimento. “Empresas brasileiras precisam participar desses processos para participar desses mercados emergentes. O Brasil tem dificuldades de atingir esses locais”, observou.

Nélida Hernandez Carmona, cônsul geral de Cuba em São Paulo, também participou do encontro.

Nova lei cubana busca atrair investimentos estrangeiros. Foto: Hélcio Nagamine

Nova lei cubana busca atrair investimentos estrangeiros. Foto: Hélcio Nagamine