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Em última reunião do ano, Comcouro/Fiesp avalia propostas de ações para 2015

Pleitos sobre Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) e cálculo do Fator Acidentário Previdenciário (FAP) estarão em análise pelo Comitê

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na tarde desta segunda-feira (15/12), o Comitê da Cadeia Produtiva do Couro, Calçados e Acessórios (Comcouro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou a sua última reunião do ano.

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Comitê da Cadeia Produtiva de Couro, Calçados e Acessórios (Comcouro) da Fiesp visualiza as ações e defesas do setor para 2015. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Entre os temas discutidos estiveram as implicações do Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) para as indústrias da cadeia produtiva, a programação das reuniões do Comitê para o próximo ano e a realização de uma feira de negócios do setor.

O coordenador do Comcouro, Samir Nakad, relembrou que, nos últimos anos, a cadeia produtiva do couro e calçados tem percebido mais fortemente a atuação da Fiesp em favor do aumento da competitividade das indústrias.

Para ele, 2015 será um ano de oportunidade para que os setores se fortaleçam e se unam em torno do Comcouro/Fiesp e, desta forma, consigam cobrar mais ações ao governo visando estimular o crescimento da cadeia produtiva.

Considerando que os principais polos produtivos de couro e calçados no estado – Franca, Birigui e Jaú – estão distantes da capital paulista, algumas reuniões do comitê, no próximo ano, devem acontecer regionalmente.

Porém, haverá um esforço frequente para trazer essas lideranças aos encontros na sede da Fiesp, de modo que possam usufruir cada vez mais da integração com outros comitês e dos trabalhos desenvolvidos pelos departamentos da entidade.

Outra proposta para 2015 é a realização de uma feira de negócios promovida conjuntamente pelos sindicatos que compõem a cadeia produtiva.

Pleitos para 2015

Dois pleitos devem continuar a fazer parte das reivindicações no próximo ano. Um deles é relacionado ao Fator Acidentário Previdenciário (FAP). O setor espera que sejam desconsiderados no cálculo tanto o período de 15 dias após o acidente, cuja despesa já é arcada pelas empresas, assim como acidente de percurso, hoje considerado como acidente de trabalho.

Outro tema com forte impacto no setor é o crédito referente ao Imposto sobre Circulação de Serviços (ICMS) repassado ao lojista. “Quando se compra de fora, já vem o crédito do ICMS. Portanto, não se paga diferença nenhuma. Mas acabamos perdendo quando a gente vende para fora”, explicou Nakad.

De acordo com José Geraldo Henrique Galazzini, membro do Comcouro, e diretor do Sindicato da Indústria de Calçados de Jaú, os segmentos de calçado infantil e masculino não sentiram tanto com esse decreto estadual, pois a concorrência no Brasil desses produtos não é tão grande. “Contudo, no segmento feminino, que o Brasil inteiro produz, esses 5% pesaram muito para as indústrias. Nos últimos dois anos a nossa mão de obra passou de 12 mil para 6 mil e as fábricas estão fechando”, alertou.

Houve consenso entre os participantes que os dois assuntos merecerão atenção já nas primeiras reuniões do comitê de 2015, que deve criar grupos de trabalhos para estudar possíveis soluções e propostas de reivindicações.

Participaram do encontro representantes das associações e sindicatos que compõem a cadeia produtiva, entre os quais, o Sindicato da Indústria de Calçados de Jaú (SICJ), das Indústrias do Curtimento de Couros e Peles no Estado de São Paulo (Sindicouro) e Sindicato das Indústrias do Vestuário de Birigui (SICVB) e a Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Couro e Acessórios de Viagem (Abiacav).