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Em reunião na Fiesp, ministro da Justiça e Segurança Pública destaca atuação da pasta para a redução da criminalidade

Segundo André Mendonça, melhora nos índices passa pelo combate ao tráfico de drogas e ao aumento do efetivo policial

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

Por meio de videoconferência, a reunião Plenária conjunta do Departamento de Defesa e Segurança (Deseg) da Fiesp e do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (Simde), na tarde de terça-feira (8/12), teve a participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Luiz de Almeida Mendonça, que foi saudado pelo presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf durante a abertura do evento.

Ainda na abertura, o diretor do Deseg, Carlos Erane de Aguiar, que também é presidente do Simde, enalteceu  o papel da indústria e sua resiliência durante a pandemia. “As nossas indústrias conseguiram se adaptar bem neste momento difícil e desafiador. Mas é durante a dificuldade que mostramos nosso valor. Conseguimos trabalhar e manter a atividade econômica, manter o abastecimento e contribuir para o desenvolvimento do país”, disse Erane antes de passar a palavra ao ministro.

André Mendonça destacou a redução da criminalidade e fez a ressalva de que estamos ainda distantes do que seria o padrão ideal. “Qualquer redução no nível de criminalidade não significa que estamos em patamar aceitável de segurança, ainda mais se compararmos com países desenvolvidos. Segundo levantamento do Banco Mundial, o Paraguai é mais seguro que o Brasil. A questão da falta de segurança é um problema histórico, mas que tende a mudar, com forte atuação nas causas da criminalidade”, defendeu o ministro.

Entre todos os indicadores de segurança citados pelo ministro, o único que teve aumento foi o número de homicídios. “Tivemos reduções significativas do número de crimes violentos. Até o primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período no ano passado, tivemos redução de 15% nos casos de estupro, de 21% nos furtos de veículos, 16% de diminuição de ocorrências de lesão corporal seguida de morte, 15% a menos de roubos de instituição financeira, redução de 24% nos roubos de carga, 22% nos roubos de veículos, 18% menos casos de latrocínio e recuo de 9% nos casos de tentativa de homicídio”, apontou o ministro, lembrando que o índice de homicídio doloso foi o único que teve crescimento no período, de 7%.

Ele atribuiu a queda dos índices ao trabalho realizado pela pasta desde o início do novo governo, que priorizou as causas e não as consequências da criminalidade. “Houve enfoque no combate ao tráfico de drogas e ao contrabando de cigarros e também o aumento do número de policiais nas operações. De 2018 para cá, o efetivo mais do que triplicou, o que foi fundamental para realizar mais apreensões e estrangular o crime organizado”, apontou André Mendonça.

Além disso, o ministro defendeu o papel das polícias e o seu devido aparelhamento, a fim de que os índices possam diminuir ainda mais. “Os recursos estão com os estados, e esperamos que sejam bem utilizados. O desafio é muito grande, mas existem oportunidades singulares para as indústrias do setor de Defesa e Segurança. Mas para que isso ocorra de modo eficaz é necessário promover cada vez mais a aproximação entre elas e aqueles que estão no dia a dia dessa atividade”, concluiu.

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Ministro destacou a redução da criminalidade em videoconferência. Fotos: Karim Kahn/Fiesp