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Em meio à crise, economista Zeina Latif defende discussão focada na produtividade

Economista-chefe da XP Investimento participou da reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A discussão sobre os desafios econômicos para a indústria deve ser ampliada para as questões de produtividade do Brasil com relação a outros países, afirmou nesta segunda-feira (28) a consultora da Abigraf, e economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif. Ela participou de reunião com empresários do setor de papel, gráfica e embalagem na sede da Fiesp.

“A gente discute coisas que ficaram para trás. Isso é um tremendo retrocesso, a gente tem de discutir como fazer para o país ter ganhos de produtividade”, afirmou Zeina ao se referir aos inúmeros debates entre o setor produtivo sobre carga tributária e juros elevados.

A economista participou de uma reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Fiesp.

Na avaliação de Zeina, o cenário econômico pós ajuste fiscal no Brasil deve ter um “crescimento potencial baixinho” também por conta do “abismo nosso em relação a outras economias” no que diz respeito aos ganhos de produtividade.

Segundo a economista, o ajuste fiscal “deve demorar para acontecer”, uma vez que o desafio econômico é enorme. “A gente precisa ter lideranças que mostrem o caminho, dialoguem com a sociedade”.

Reunião do Copagrem na sede da Fiesp. Foto:Helcio Nagamine/Fiesp

Reunião do Copagrem na sede da Fiesp. Foto:Helcio Nagamine/Fiesp


Reunião do Copagrem

Também participou do encontro do Copagrem o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code), Mario Eugenio Frugiuele. Na ocasião, ele apresentou oportunidades de fornecimento à indústria do esporte.

A diretora-executiva jurídica da Fiesp, Luciana Freira, também contribuiu para os debates do Copagrem com uma atualização dos projetos prioritários da indústria, incluindo a NR-12, norma sobre segurança do trabalho em máquinas e equipamentos.

Desde 2010, a norma vem sofrendo revisões, passando de 40 para 340 itens, o que causou impacto econômico na indústria, que vem apresentando dificuldades em cumpri-la.