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Em encontro com conselheiros, ministro da Justiça compartilha desafios e resultados do setor

Anderson Gustavo Torres reafirmou compromisso do presidente Jair Bolsonaro de combater o crime organizado

Mayara Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Nesta segunda-feira (29/11), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Gustavo Torres, compartilhou com os membros do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) da Fiesp os desafios e os resultados da pasta da qual está a frente há sete meses. O Ministério mais antigo da Esplanada hoje concentra seus esforços na área de segurança pública e está integrado a seis secretarias, às Polícias Federal e Rodoviária Federal, ao Arquivo Nacional, à Fundação Nacional do Índio e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

A redução de homicídios e crimes violentos, o enfrentamento à criminalidade, a promoção de acesso à Justiça e a defesa da concorrência e do consumidor são algumas das pautas prioritárias para o Ministério, de acordo com Torres.

“A desarticulação das organizações criminosas e o combate ao crime estão diretamente relacionados com o Custo Brasil. Por isso, trabalhamos para minimizar os problemas de violência no país”, disse Torres. “Vamos jogar duro com os criminosos, ajudar os policiais no que for preciso e preparar mudanças legislativas que tragam facilidade nos processos”, acrescentou o ministro.


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Fotos: Karim Kahn/Fiesp


Em menos de um ano, a pasta sob o comando de Torres soma conquistas expressivas. Houve uma redução de 7,67% no número de homicídios do país no primeiro semestre de 2021 em relação ao primeiro semestre de 2020. As Operações Égide, Cangalha e Guardiões do Bioma resultaram, respectivamente, na apreensão de 70 toneladas de drogas nos estados de Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, na prisão de mais de 1.500 chefes de organizações criminosas na região Nordeste, e no combate a mais de 16.500 incêndios na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal.

Outras infrações que preocupam o ministro e sua equipe são as de natureza cibernética. Atualmente, o governo trabalha na criação de estruturas específicas de combate aos crimes virtuais, na aprimoração dos setores que trabalham na perícia deste tipo de delito e na instituição do Plano Diretor de Combate a Crimes Cibernéticos.

O diretor do Departamento de Defesa e Segurança da Fiesp (Deseg), Carlos Erane de Aguiar, lembrou do Acordo de Cooperação Técnica assinado com o Ministério da Justiça e que tem como propósito combater esse tipo de violação.

“Em maio de 2020, o presidente [da Fiesp] Paulo Skaf recebeu o então ministro da Justiça André Mendonça e disponibilizou o Senai-SP para prestar apoio com serviços tecnológicos próprios”, disse Aguiar. “Gostaria de dizer que permanecemos à disposição do Ministério”, continuou o empresário.

Rony Vainzof, também diretor do Deseg, confirmou o anseio da indústria paulista em trabalhar em parceria com o governo federal. “Trabalhamos no combate e na defesa cibernética para elevar o nível de maturidade sobre esse tema”, afirmou Vainzof, “Podemos ajudar tanto na seara de prevenção, quanto na seara de estudos de combate a esse tipo de delito”, concluiu o advogado.