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Elevada taxa de juros desestimula busca por crédito em 2022, indica pesquisa “Rumos da Indústria Paulista”

70% das grandes empresas e 50% das micro, pequenas e médias indústrias entrevistadas consideram a taxa de juros praticada em 2022 muito pior do que aquela aplicada em 2021

Agência Indusnet Fiesp

Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com 317 indústrias de transformação aponta que mais de 66% dos participantes não buscaram crédito em 2022. Cerca de 18% do total dos respondentes do levantamento Rumos da Indústria Paulista atribuem à elevada taxa de juros o motivo pela desestimulação à busca por crédito.

Mais de 70% das grandes empresas e 50% das micro, pequenas e médias empresas entrevistadas consideram a taxa de juros praticada em 2022 muito pior do que aquela aplicada em 2021. Dentre os respondentes, 63,8% dizem ter encontrado taxa de juros mensal entre 1,0% e 2,5%, enquanto 25,7% afirmam ter tido acesso a taxas entre 2,5% e 5,0%.

Dentre as linhas de crédito buscadas pelos 33,2% dos participantes da pesquisa destacam-se o capital de giro e a antecipação de recebíveis.

Sete em cada dez respondentes conseguiram o crédito solicitado. Dos que não conseguiram, 39,3% responderam que a própria empresa negou a operação, principalmente devido à taxa de juros elevada. Já 35,7% afirmam que as instituições financeiras negaram a operação e usaram a ausência de garantias e o limite já utilizado como justificativas para rejeitar a solicitação. 

A pesquisa Rumos da Indústria Paulista indica também que 61,8% dos entrevistados não enxergam a possibilidade de buscar instituições financeiras ainda em 2022 para obtenção de crédito, empréstimo ou financiamento. 

Destes, 42,9% indicaram que não veem necessidade, seguido por 38,8% que afirmam que a decisão é motivada pela elevada taxa de juros, enquanto 21,8% e 20,5% apontam como justificativa a incerteza em relação ao mercado nacional e a insegurança quanto ao quadro político nacional, respectivamente. 

A pesquisa Rumos da Indústria Paulista foi realizada entre 16 de maio e 3 de junho com micro (2,8%), pequenas (67,2%), médias (24,9%) e grandes (5%) indústrias do estado de São Paulo. 

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