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Economia brasileira sofre com redução de demanda chinesa, afirma embaixador Rubens Barbosa

Competitividade do setor industrial chinês é tema de seminário da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine

Ao abrir o seminário “A competitividade Industrial Chinesa no Século XXI”, o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), comentou nesta terça-feira (04/09) os resultados da balança comercial divulgados na véspera pelo Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), que apontam uma queda de 14,4% das exportações em relação ao mesmo período no ano passado.

“As projeções para o comércio exterior não vão se materializar porque o dinamismo sofre muito não só com as restrições da Argentina, mas também com a queda de demanda dos países asiáticos, sobretudo da China”, afirmou Barbosa.

Durante o mês de agosto, o Brasil exportou US$ 22,382 bilhões, 1,9% acima do registrado em julho de 2012. As importações totalizaram R$ 19,155 bilhões, recuo de 14% na comparação com agosto de 2011 e aumento de 1,1% ante o resultado de julho deste ano.

Perda de competitividade

De acordo com o presidente do Coscex, o maior problema da economia brasileira é a perda de competitividade, e a solução não depende da China, mas da adoção de medidas internas.

“O problema não é a China, o problema é o Brasil, que tem de tomar medidas para restaurar a competitividade. São impostos muito altos, custo da energia, eficiência burocrática, tudo isso é ‘Custo Brasil’. O produto brasileiro até a porta da fábrica e da fazenda é competitivo, mas quando sai para o porto é acrescido de 40% de custo. É impossível competir”, explicou.

Seminário

Segundo Barbosa, o seminário “Competitividade Industrial da China” vai discutir como o país asiático se desenvolveu e alcançou posição de potência econômica e principal exportador.

“A China está crescendo há mais de 30 anos com taxas elevadíssimas e vai se tornar o maior produtor de produtos industriais”, afirmou o embaixador.

“Esse crescimento vai afetar todo mundo. Nesse novo mapa da global, a China aparece de maneira importante, não só como grande produtor industrial, como grande exportador, mas também como grande investidor”, acrescentou o presidente do Coscex da Fiesp.