imagem google

É primordial dar urgência à política industrial para retomar crescimento, diz diretor da Fiesp

José Ricardo Roriz Coelho, diretor de Competitividade da federação, analisou as oportunidades para o setor produtivo durante reunião do Conselho Superior de Economia

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1569142824

José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Decomtec da Fiesp, fala aos conselheiros durante reunião do Cosec


A medida crucial para retomada do desenvolvimento da indústria a brasileira é dar sentido de urgência às políticas para o setor e pressionar para que elas sejam mais efetivas, afirmou o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, na segunda-feira (13/08), durante a reunião mensal do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Fiesp.

Roriz Coelho falou aos conselheiros da federação sobre a competitividade brasileira da indústria brasileira e as oportunidades que o setor produtivo do país pode aproveitar para retomar o fôlego.

“Com o bom desenvolvimento demográfico e o aumento da população de classe média aumentando, você tem muita oportunidade aqui no Brasil, principalmente a partir de uma renda de US$ 8 mil per capta até US$ 20 mil por ano”, apontou o diretor. “É exatamente nessa faixa de renda que a população quer comprar carro, moto, geladeira, bens duráveis, não duráveis, bugigangas eletrônicas, não eletrônicas.” Ele projetou que 57% da população brasileira terá elevada propensão ao consumo de bens industriais em 2014.

Na avaliação de Roriz Coelho, não só o consumo será capaz de resgatar a indústria, mas uma política econômica menos moderada com relação à indústria, cujo principal objetivo são as metas anuais de crescimento da produção física, da taxa de investimento e do nível de emprego na indústria de transformação.

“Tem de ser urgente. No contexto atual, não há justificativa para gradualismos”, enfatizou o diretor da Fiesp.