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“É importante que todos se engajem em garantir a proteção do trabalhador e, ao mesmo tempo, a viabilidade da atividade empresarial”

A afirmação da diretora executiva jurídica da Fiesp, Luciana Freire, foi feita no Seminário sobre a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho 2019, que reuniu empregadores, trabalhadores, órgãos de fiscalização e a Organização Internacional do Trabalho

Mayara Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Nesta terça-feira (30/4), trabalhadores, empregadores, Ministério Público do Trabalho, Auditoria Fiscal e Organização Internacional do Trabalho (OIT) se reuniram na sede da Fiesp para debater a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho–CANPAT 2019 – que, em 2019, joga luz sobre a gestão dos riscos ocupacionais.

“Quando a gente coloca todos os players nessa discussão, a gente trata a questão de forma multisetorial, atingindo todos os pontos de vista e olhando o tema segurança e saúde no trabalho por todos os lados”, explicou a diretora executiva jurídica da Fiesp, Luciana Freire. “É importante que todos se engajem em garantir a proteção do trabalhador e, ao mesmo tempo, a viabilidade da atividade empresarial”, acrescentou.

De acordo com Luciana, a segurança no trabalho deve ser tratada como um assunto prioritário na indústria, assim como a força de trabalho deve ser reconhecida como o maior capital do setor. “Nós temos as máquinas e a industrialização, mas o maior capital da indústria é o capital humano”, disse Freire. “Precisamos proteger esse capital, mas essa proteção tem que ser com bom senso. Deve haver um equilíbrio entre as normas de segurança e a capacidade produtiva da empresa para que possamos proteger o empregado, mas também gerar emprego, movimentar a economia e inserir as empresas em um mercado competitivo”, argumentou.

Os debatedores mostraram que, quando se investe em segurança e saúde no trabalho, não é apenas o trabalhador que sai ganhando. Os benefícios para o empregador também são enormes.

“Quando você investe em treinamento, capacitação e conscientização, você tem redução de acidentes no trabalho e não onera o FAP/RAT, que é o fator acidentário previdenciário da empresa”, esclareceu Luiz Chiummo, engenheiro de segurança da Fiesp. “Hoje, a empresa entende que se investir em segurança e saúde terá benefícios no sentido de preservar vidas e no sentido de preservar o próprio patrimônio, evitando quebra de máquinas e equipamentos, e despesas com sinistros”, destacou o especialista.

Incluir a gestão de riscos ocupacionais na estratégia da empresa é um dever de todos. De acordo com Chiummo, esse é um papel  que não cabe apenas às lideranças: “A gestão abrange qualquer negócio e qualquer setor da indústria e exige o envolvimento e o comprometimento de todos, desde a alta gestão até o pessoal de chão de fábrica”.

Prevenção não é a única palavra de ordem quando o assunto é sistema de gestão em segurança e saúde no trabalho. Fiscalização também é um dos pontos de honra do sistema, desde que empregada com o objetivo de se educar empregados e empregadores. “É importante que a nossa fiscalização oriente todos os envolvidos nessa cadeia, assim como já acontece nos países europeus e nos Estados Unidos, e não busque apenas punição e arrecadação”, observou Freire.

Prevenção, fiscalização orientativa, capacitação e conscientização. Apenas um conjunto de ações será capaz de estabelecer no Brasil uma cultura de segurança e saúde no trabalho. Faça parte desse movimento da CANPAT.

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O seminário “Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho” – CANPAT contou com a participação de diversas autoridades. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp