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Drogas também geram desaceleração econômica, afirma especialista em seminário Bike Tour

Para presidente do Comuda, sociedade ganha violência e perde mão de obra especializada por conta do uso e tráfico de drogas

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A economia de uma sociedade também perde com o uso de drogas, na avaliação do presidente do Conselho Municipal de Políticas Públicas de Atenção às Drogas (Comuda), José Florentino. Segundo ele, são trabalhadores a menos para estimular o crescimento econômico das cidades castigadas pelo tráfico.

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José Florentino, presidente do Comuda, em seminário na Fiesp

“Perde-se o trabalhador, mão de obra especializada”, afirmou nesta sexta-feira (20) a autoridade que integra a Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Recreação. “Trata-se de alguém que recebeu investimento. Entre os usuários e dependentes de crack, há profissionais que estavam preparados e, de repente, perdemos. Profissionais renomados, que desafiaram a curiosidade e estão pagando um preço muito alto por isso”, acrescentou.

Florentino, que participou do VI Seminário Internacional – Saúde, Esporte e Ação Social, que abre a edição 2012 do World Bike Tour, avaliou o evento sediado nestas quinta e sexta-feira pela Fiesp como uma oportunidade para aprimorar os conhecimentos da gestão pública e de outros organismos no tratamento e combate ao uso e tráfico de drogas.

“Consideramos este trabalho um pouco mais avançado, como sendo intercâmbio com Portugal. Estamos absorvendo um pouco da experiência obtida em Portugal e em outros países, misturando com o que já sabemos e chegando ao que precisamos”, explicou.

Trabalho duro
Florentino enxerga o usuário de drogas como alguém doente, que precisa de tratamento. Mas analisa que tratar essa doença é a maior dificuldade, já que a oferta de drogas se sobrepõe com facilidade aos esforços para combater a dependência química.

“É muito traficante na rua. Pode ser tanto aquele grande que nunca vemos sendo preso como o pequeno usuário de drogas, que acaba se tornando traficante para sustentar o próprio vício. Temos que melhorar a politica pública a ser discutida no país. A politica pública é o primeiro passo”, ressaltou.

O presidente do Comuda reforçou que o maior desafio no combate às drogas está na prevenção, e que a conscientização deve ocorrer o mais cedo possível: “Desde o útero, começando pela responsabilidade de toda mãe, até a compreensão do ser humano”, concluiu.