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Documento propõe equilibrar produção agrícola e conservação ambiental

Instituto Icone apresentou na Fiesp cartilha de recomendações para contribuir com debate do Código Florestal

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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André Nassar, diretor do Icone

Elaborado pela necessidade de debater a reforma do Código Florestal, o Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) apresentou o documento Agricultura, Conservação Ambiental e a reforma do Código Florestal, durante a reunião com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, nesta segunda-feira (4), na sede da Fiesp.

Propostas e sugestões para que a ocupação e o uso da terra sejam feitos de forma a equilibrar conservação ambiental, produção agrícola e desenvolvimento econômico compõem o texto.

Segundo André Nassar, diretor-geral do Icone e um dos autores do documento, se forem consideradas as previsões da Organização Mundial para Agricultura e Alimentos (FAO), a produção de oleaginosas, no Brasil, terá que dobrar até 2050 e a de carnes, aumentar até 70%.

“É esperado pelo mundo que o Brasil cresça. Não que o Código Florestal vá impedir este crescimento, mas deve-se levar em conta que o crescimento da agricultura é uma externalidade positiva para o mundo”, afirmou Nassar. Para ele, a produção atual de soja, no País, de 62 milhões de toneladas terá que crescer mais 105 milhões de toneladas, assim como a produção de frango em mais 16 milhões na mesma medida.

Impacto

Em projeções para o desempenho da agricultura para 2022, o efeito na área de produção de grãos sairia de 37 milhões de hectares para 43 milhões, mas se houvesse a restauração do passivo em área produtiva, o diretor do Icone afirmou que a mesma área cairia em 8,4%. Cana de açúcar sofreria queda de 6%; pastagens 26% e a área agrícola total cairia 21,8%, ou seja, 40 milhões de hectares.

“O restauro em área produtiva traria um impacto enorme em termos de área plantada e, principalmente, em termos de preço. Por exemplo, o preço real da soja até 2022 cresceria 2% e, com o restauro, o preço subiria 25%”, alertou Nassar. Para o diretor, quando há expansão da agricultura com forte intensificação das pastagens, há redução do impacto.

“É na combinação da expansão da fronteira com as intensificações de pastagens é que se obtêm os melhores níveis de produção e os menores impactos em preço, o melhor resultado para o produtor agrícola e para os consumidores”, ponderou Nassar.

Para visualizar o documento elaborado pelo instituto Icone, clique aqui.