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Diretora da Fiesp comenta discurso de Dilma, a primeira mulher a abrir encontro da ONU

Pela 1ª vez na história da ONU, uma mulher abre o encontro, reflexo da participação feminina na política, tema debatido durante a 5ª Mostra da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A presidente da República, Dilma Rousseff, discursou, pela primeira vez na história da Organização das Nações Unidas (ONU), durante a abertura do encontro anual de líderes de todo mundo, e a diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, Eliane Belfort, acredita que a exposição de Dilma pode contribuir ainda mais para vencer o persistente preconceito contra mulheres em cargos de liderança.

“Essa visibilidade dá oportunidade para colocar em pauta as questões sobre a mulher, pois ainda existe preconceito. Sim, a mulher é invisível em muitas áreas”, alertou Eliane.

O discurso de Dilma diante dos líderes mundiais reflete o aumento da participação da mulher, conquistada ao longo das décadas, em setores como a política e a economia. O empoderamento das mulheres será um dos temas abordados na 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, em novembro.

“Junto à minha voz a voz das mulheres que ousaram lutar e ousaram participar e conquistar espaço de poder que me permite estar aqui hoje”, disse a presidente Dilma em seu discurso de abertura. Ela ressaltou, no entanto, que a fatia feminina na política ainda é pequena. “Fui a primeira mulher eleita presidente do Brasil, 121 anos depois da proclamação da República, e 78 anos depois que as mulheres tiveram direito ao voto. Nós representamos 52% dos eleitores, mas só 10% dos parlamentares são do sexo feminino”, completou Dilma Rousseff.

A diretora do Cores/Fiesp reforça o argumento da presidente lembrando que a cota para a participação feminina em partidos políticos é, muitas vezes, ignorada. Ela também chama a atenção para a importância da atuação das mulheres no processo de reforma política. “Nós temos hoje algumas políticas que não estão sendo aplicadas, como a obrigatoriedade de participação feminina nos partidos políticos, que não cumprem as leis e não são punidos por isso”, acrescentou Eliane.

O Brasil adota cotas para candidaturas de mulheres em nível municipal desde 1995. Em 1997, essas medidas foram estendidas para todas as eleições proporcionais e estabeleceram a reserva de no mínimo 30% e, no máximo, 70% de vagas para cada sexo nas listas partidárias.

Maior participação feminina

A ministra Iriny Lopes, secretária de Políticas para Mulheres, fará uma palestra sobre a importância do fortalecimento da participação das mulheres para o equilíbrio socioeconômico das nações, no primeiro dia da 5ª Mostra.

Conhecida por sempre atuar em prol dos direitos humanos, inclusive nos temas que se referem à luta dos direitos das mulheres, Iryni Lopes foi a relatora da Lei Maria da Penha.

“Esse tema começou a ser enfatizado por nós em 2008, quando realizamos, na Mostra, uma mesa redonda sobre o tema ‘mulheres protagonistas’. No ano passado, promovemos um debate sobre o desafio de conciliar trabalho e família. E este ano, como o tema central da Mostra é ‘Desenvolvimento Social e Resultado Econômico’, abordaremos a questão da promoção da igualdade entre os gêneros para o desenvolvimento socioeconômico no mundo”, complementou a diretora da Fiesp.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) irá sediar a edição 2011 da Mostra durante os dias 21, 22 e 23 de novembro.