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Diretor de Construção da Fiesp anuncia lançamento de estudo sobre megaeventos

Durante reunião do Departamento da Indústria da Construção da entidade, Manuel Carlos de Lima Rossitto afirmou que estudo apresenta não só gargalos para eventos como a Copa, mas também sugestões

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Um novo estudo elaborado pela RI USP.jr, empresa contratada por entidades representantes do setor da construção civil, deve comparar o Brasil em planejamento da infraestrutura, arcabouço legal, orçamento e legado com outros países que sediaram eventos de grande porte, como a Copa do Mundo.

Segundo o diretor titular adjunto do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Manuel Carlos de Lima Rossitto, que anunciou o lançamento da publicação durante reunião do departamento, o trabalho vai mostrar os conhecidos gargalos da construção civil na preparação de megaeventos, mas também deve apresentar propostas de melhorias para a organização dos Jogos Olímpicos de 2016, por exemplo.

A conclusão do estudo, no entanto, confirma que o país não está bem com relação à outras nações, sobretudo no que diz respeito ao planejamento de infraestrutura e ao legado do evento.

“Nossa avaliação é que a indústria perdeu oportunidades”, afirmou Rossito. “A indústria da construção poderia ter trabalhado muito mais, principalmente em mobilidade urbana. Não soube alinhar todos os atores para aproveitar melhor os recursos disponíveis”, lamentou o diretor do Deconcic em seu diagnóstico.

Convidado pelo Deconcic, o diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), José Milton Dallari Soares, comentou que, mesmo com planejamento, o resultado das obras para a Copa não seria diferente porque o controle dos projetos “escapa na terceirização”.

“O Brasil deveria fazer uma revisão e os senhores da área de construção têm toda a possibilidade de começar a botar ordem. Está na hora de dar um ordenamento um pouco maior desse segmento para enfrentar megaeventos”, disse Soares.

Grupos de Trabalho

Durante reunião do Deconcic, Rossito apresentou a formação do novo Grupo de Trabalho Sistemas Construtivos Industrializados e convidou as entidades representadas no encontro para participarem da nova equipe.

Na outra ponta, o coordenador do Grupo de Trabalho Segurança em Edificações, Valdemir Romero, atualizou as ações da equipe para garantir vistorias em prédios de longo uso.

“A intenção é conseguir criar uma lei que faça a vistoria periódica em edificações. O objetivo é contribuir para uma mudança educacional e para conseguir alguma coisa, vamos precisar de vistorias periódicas”, explicou.

Romero também reforçou a necessidade de divulgar a nova Norma 16.280 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Em vigor desde 18 de abril, a nova norma respalda os responsáveis legais pelo edifício no que diz respeito à gestão de reformas. A regra estabelece como uma das diretrizes que toda reforma que altere ou comprometa a segurança da edificação e seu entorno precisa ser submetida à análise da construtora/incorporadora e do projetista, dentro do prazo decadencial (a partir do vencimento da garantia).

Compete Brasil

Na reunião, o diretor titular adjunto Mario William Esper fez uma apresentação sobre o programa Compete Brasil.