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Diretor da área internacional da Fiesp analisa saída do Reino Unido da União Europeia

Uma das consequências do Brexit, diz Thomaz Zanotto, é tendência a maior demora para acordo entre Mercosul e europeus

Agência Indusnet Fiesp

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Thomaz Zanotto, considera que ainda é muito cedo para avaliar os impactos globais do Brexit (a escolha, feita pelo Reino Unido, de sair da União Europeia), mas afirma que isso tende a tornar mais longa a negociação entre o Mercosul e a União Europeia. Uma das razões é que a Inglaterra é favorável ao avanço do acordo.  Além disso, os esforços da União Europeia estarão concentrados nos aspectos econômicos, jurídicos e políticos do desligamento do Reino Unido do bloco. “No entanto, ainda acredito no sucesso do acordo”, afirma Zanotto. “Há um consenso no Mercosul quanto a importância da conclusão das negociações.”

Zanotto destaca que se o Brexit provocar redução significativa da atividade econômica na Europa o Brasil poderá ser afetado, já que o bloco europeu é um dos principais parceiros comerciais do país. Assim como outros países fora do bloco europeu, o Brasil pode ser marginalmente afetado caso as estimativas de menor crescimento do PIB mundial se confirmem. O Reino Unido, lembra, é um agente importante para a economia mundial, sobretudo para o projeto de integração europeu, e qualquer movimento drástico – como o Brexit – produz efeitos em escala.

O principal efeito do Brexit, diz Zanotto, é o aumento das incertezas, num cenário internacional que já é de baixo crescimento e sobrecapacidade produtiva. Isso, avalia, não contribui para a recuperação brasileira, sobretudo no comércio exterior.