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Diminuição das incertezas passa pelas reformas e manutenção do teto de gastos

Reunião de encerramento do ano do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Fiesp teve como tema o cenário econômico de 2020 e as perspectivas para 2021

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã da terça-feira (15/12) a reunião de encerramento do ano do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Fiesp teve como tema o cenário econômico de 2020 e as perspectivas para o próximo ano. O encontro por videoconferência foi mediado pelo diretor titular do Copagrem, Levi Ceregato, que preside o Sindigraf-SP e a Abigraf nacional.

A economia mundial deverá encolher 4,4% em 2020, prevê o assessor de Assuntos Econômicos e Estratégicos da Fiesp, André Rebelo. Ele explicou que a indústria e o varejo conseguiram se recuperar, mas o setor de serviços ainda não. “Já é possível observar a recuperação da atividade econômica no quarto trimestre, tendo contribuído para isso as medidas econômicas adotadas, com linhas de crédito que beneficiaram empresas, os quase R$ 270 milhões do auxílio emergência e a flexibilização dos contratos de trabalho, que salvaram muitos empregos”, avaliou.

Rebelo observou que ainda estamos 4,1% abaixo do PIB de 2019, mas que no próximo ano haverá naturalmente um movimento de recuperação. “O mundo deverá crescer mais de 5% e, no Brasil, onde a confiança industrial está maior que o período pré-crise, estimamos crescimento de 4%”, acrescentando que no futuro mais próximo deverá haver aquecimento dos setores de construção e comércio, mas o de serviços ainda é incerto.

A taxa de juros deverá se elevar, para 3% em 2021 e 4,5% em 2022, segundo Rebelo, e a pressão inflacionária atual tende a se dissipar, por ser resultado da depreciação cambial e preço de algumas commodities no mercado internacional. “Para que haja melhor ambiente, é necessário que o teto de gastos seja revisto para 2021 e não seja ultrapassado em 2022, o que demanda a realização das reformas, sobretudo a Administrativa e a Tributária. A incerteza quanto a isso impacta diretamente o câmbio”, afirmou.

Na visão do deputado federal Arnaldo Jardim, que também participou da reunião virtual, existe preocupação do Congresso Nacional para manter o teto de gastos. “Precisamos de ambiente positivo para a retomada do crescimento, e a maior parte dos parlamentares está comprometida com manutenção do teto de gastos, com a responsabilidade fiscal e prova disso é a aprovação da Reforma da Previdência”, afirmou o parlamentar.

A reunião também teve a participação do gerente executivo de Política Industrial na Ibá Indústria Brasileira de Árvores, e do diretor geral da Empreendedores Compulsivos, entidade de fomento ao empreendedorismo, professor Luiz Felipe Pateo.

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Rebelo vê aumento da confiança industrial e estima crescimento de até 4% do PIB para o próximo ano.