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Desenvolvimento das energias renováveis em debate no 14º Encontro de Energia

Representante do BID apresenta “Concurso Ideias”, que gera doações a ideias ou conceitos inovadores em energia renovável

Adriana Santos, Agência Indusnet Fiesp

No segundo dia do 14º Encontro de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), 06/08, o painel sobre “Desenvolvimento de energias renováveis na América Latina e Caribe” reuniu profissionais de Itaipu, Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID),  no hotel Unique, em São Paulo.

Com coordenação de Luis Pescarmona, do Departamento de Infraestutura da Fiesp,  os participantes falaram  não apenas dos benefícios para o meio-ambiente, mas principalmente os de ordem financeira, com o desenvolvimento das comunidades locais proporcionado pelas energias renováveis.

Segundo Jorge Samek, diretor-geral de Itaipu, a integração de energia na América Latina e Caribe ainda é muito carente. “Devido a processos estritamente políticos”, disse ele.

“A pior energia é aquela que falta, que não existe”, disse Samek, apontando, como prova, a crise enfrentada pelo Panamá, que utiliza rodízio de energia em indústrias e centros comerciais.

Samek: "A pior energia é aquela que falta". Foto: Julia Moraes/Fiesp

Samek em debate no Encontro: "A pior energia é aquela que falta, que não existe". Foto: Julia Moraes/Fiesp


Entre as boas notícias, Samek mencionou Fernando de Noronha (PE), que, em aproximadamente três anos, não utilizará mais energia fóssil.

Já a apresentação de Gustavo Aishemberg, representante da Onudi no Brasil, baseou-se principalmente nas três metas estabelecidas na Rio+20  –  a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável: garantir o acesso universal à energia; duplicar a participação das energias renováveis e duplicar a taxa de melhoria na eficiência energética.

“Se queremos desenvolver um país, temos que produzir mais energia”, defendeu Aishemberg.  E o caminho para o desenvolvimento de um país com energia renovável é a educação. “Informação, educação e disseminação de conhecimento são fundamentais para a expansão das energias renováveis”, complementou o especialista.

E é na internet que a Onudi está realizando esse trabalho. A partir de outubro de 2013, a organização disponibilizará cursos online gratuitos sobre energias renováveis que poderão ser utilizados inclusive pelo ensino médio. O site provedor desse conteúdo é o www.renenergyobservatory.org.

Sem investimento, não é possível desenvolver nenhum tipo de energia renovável. Então, por fim, Arnaldo Vieira de Carvalho, especialista da divisão de Energia do BID, mostrou como a instituição vem apoiando o financiamento e doação de verbas principalmente para projetos hidrelétricos, responsáveis por quase 40% do volume de empréstimos do BID para a América Latina nos últimos 60 anos.

Carvalho também defendeu a inovação e apresentou o “Concurso Ideias” (www.iadb.org/ideias), que gera doações a ideias ou conceitos inovadores em energia renovável.

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